Regional

Moradores reclamam da indefinição

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Em uma rápida conversa com os moradores de Igaraçu do Tietê é fácil perceber o quanto eles estão incomodados com a indefinição política vivida pela cidade desde que o prefeito Guilherme Fernandes (PSDB), reeleito no ano passado, foi cassado pela Justiça Eleitoral. Desde o início do ano, a cidade vem sendo administrada, de forma provisória, pelo presidente da Câmara, Carlos Augusto Gama (PSDB).

Na opinião dos moradores ouvidos pelo JC, a cidade acaba sendo a principal prejudicada com toda essa história. Obras e projetos são adiados. Pouca coisa se faz até que seja definido quem realmente vai administrar a cidade pelos próximos quatro anos. Por causa da paralisia que toma conta do município, as pessoas acabam achando que a cassação do prefeito, mesmo que tenha sido justa, no fundo, prejudica a cidade.

Essa é a opinião da professora Vanessa Domingues, que esteve na escola estadual Camilo Sahade, ontem de manhã para votar pela segunda vez em menos de seis meses, algo bastante incomum em cidades pequenas. “Acho que devia ficar como estava. Mesmo que o prefeito cassado (Guilherme Fernandes) tenha comprado votos, esses votos não foram decisivos para a vitória dele. Eu acho que ele deveria ter ficado. Quem perde com tudo isso é a cidade, porque ela fica parada”, diz ela.

Para a professora, a torcida agora é para que o novo prefeito eleito permaneça no cargo e possa finalmente tirar a cidade da letargia política e administrativa. “Independentemente de quem for o vencedor é importante que ele continue, para o bem da cidade”, afirma ela, que foi votar acompanhada do filho Guilherme, de 2 anos.

A preocupação da professora se justifica porque o prefeito cassado aguarda julgamento de recurso no TSE que poderá reconduzi-lo ao cargo e de nada vai valer a eleição de ontem.

O aposentado José Aparecido Chinato também é da opinião de que o prejuízo para a cidade foi grande com a cassação do prefeito.

O casal José Antônio Pinto do Amaral e Elidineide Ramos do Amaral tem o mesmo raciocínio de que seria melhor ficar tudo do jeito que estava. A decisão da Justiça Eleitoral foi criticada por Benedita Gonçalves, 71 anos, que esteve na escola estadual José Conti, acompanhada do marido José Alberto, 75 anos, que foi dar baixa em seu título eleitoral por estar desobrigado de votar por causa da idade. Na avaliação dela, “só a cidade perde com toda essa confusão.”

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