Caro, deputado! Em face da maneira respeitosa pela qual vossa excelência contestou minha missiva, procurarei ser o mais educado possível. Quando o senhor coloca que: “... os recursos gastos com as Câmaras dos Vereadores independem do número de edis...”, fico pensando sobre a minha opinião, da qual o senhor diverge. Pois, vejo assim: a Câmara Municipal sobrevive exclusivamente dos repasses do Executivo, através dos duodécimos; as ciências exatas demonstram que quinze produtos são mais baratos que vinte e um “setare pari bus”. Tanto que o nosso Legislativo Municipal já devolveu ao Executivo R$ 200 mil, por conta, principalmente, da redução de cadeiras; recursos esses que vão ajudar um bairro populoso a recuperar sua ponte e fala-se que no final do ano a devolução poderá chegar a R$ 2 milhões; olha, que bênção!
Quando o senhor coloca que: “A Câmara Municipal é a porta de entrada da democracia...”, concordo! Mas infelizmente na última gestão, aqui em nossa cidade, não entrou pela porta apenas a democracia! Outro ponto: “O vereador é plantonista – serve 24 horas ao dia”. Ora, se o vereador é plantonista e está para servir 24 horas ao dia, então por que cobram para realizar sessões extraordinárias?
Permita-me mais uma vez, humildemente, discordar da sua posição: “Não possuo o hábito de justificar meu mandato”. Perdoe-me... mas o senhor devia divulgar mais todo esse trabalho realizado em nossa região, principalmente as emendas parlamentares que beneficiam nossa cidade; foi muito bom saber que temos um representante na capital federal. Quanto a: “Tenho aqui amigos e amigas que prezo e os tenho em mais alta conta. Não os nomeio para não constranger os muitos que são anônimos”. Olha como foi importante sua “explanação”! Assim o distanciamos daquele deputado baiano que contratou uma secretária parlamentar por R$ 3,4 mil/mês. Veja um trecho da reportagem IstoÉ: “A própria Mônica confessa que nem aparece por lá. É funcionária fantasma em um emprego arranjado pelo ex-marido. Só para complementar seus rendimentos”. Viu como foi importante sua explanação! Assim, nós anônimos, numa possível crítica abordando este tema saberemos, com certeza, não generalizar.
Nem tudo exposto, para não ficar cansativo, quero deixar claro que, com exceção da nossa divergência ao número de vereadores nas Câmaras, nada tenho contra sua pessoa.
“At last”, não sou xenófobo, sou bauruense, sou brasileiro... e ainda acredito neste País.
Elias Brandão