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Polícia investiga latrocínio

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil investiga o latrocínio de Donizete de Oliveira Pimentel, 38 anos, achado morto anteontem à noite em Bauru, em sua casa, com quase 20 perfurações à faca pelo corpo. Ele foi encontrado por familiares, que não estavam conseguindo falar com Pimentel por telefone e foram à casa.

Na residência de Pimentel, no Jardim Carolina, a cena do crime sugere que houve luta corporal, pois havia rastros de sangue na varanda, na sala, no corredor e em outros pontos do imóvel. Pimentel foi encontrado em um quarto, de bruços e apresentava múltiplas perfurações nas costas, peito e braços. Apesar do imóvel ter sido revirado, os familiares não notaram a falta de outros pertences, além da moto e do celular.

Como a moto e o celular sumiram, o caso foi registrado como latrocínio (roubar para matar). Para o delegado assistente da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Ricardo Dias, a maneira que se deu o crime indica que o autor pode estar relacionado ao círculo de amizades da vítima. “Não é nada comum alguém que mata para roubar desferir 19 facadas na vítima”, avalia preliminarmente Dias, que coordena a equipe de homicídios da DIG - o número exato de facadas será apontado no laudo necroscópico.

Dias ressalta que várias facadas contrariam a lógica de casos de latrocínio. “Mostra um outro um tipo de situação”, indica. Pimentel é a 13ª vítima de morte violenta em Bauru neste ano. As investigações seguem em frentes distintas. Uma CPU foi apreendida na residência da vítima e, provavelmente, hoje o delegado tenha acesso ao seu conteúdo, que pode ter informações relevantes para a investigação.

O que chamou a atenção, mas até ontem à tarde ainda era um mistério, é que a família ligou para o celular de Pimentel e uma pessoa atendeu. Essa pessoa disse que havia achado o celular num posto de combustível no Parque Vista Alegre e o devolveria. Quando a família ligou novamente para o celular, a pessoa atendeu e disse que estava em Pederneiras e que, quando retornasse a Bauru, entregaria o telefone.

A dúvida é se Pimentel perdeu o celular antes do crime ou ele foi roubado da casa e como o aparelho foi parar com quem está atendendo as ligações. Por conta disso, a polícia vai verificar se a câmera de segurança do posto de combustíveis no Parque Vista Alegre filmou a moto de Pimentel no estabelcimento com ele ou outra pessoa.

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