Esportes

Informal

Por Orlando Duarte | Colaborou: Jairo Giovenardi
| Tempo de leitura: 3 min

Seleção sem brilho

Sempre fui contrário ao futebol muitas vezes covarde praticado por equipes com características defensivas. No jogo diante do Equador, no último domingo, a seleção de Dunga mostrou medo e displicência. O time atacou pouco, foi totalmente dominado pelo Equador e só não sofreu uma histórica goleada porque achou um gol no segundo tempo e também porque conta com um dos melhores goleiros do futebol mundial, Júlio César, que fez defesas milagrosas durante a partida.

Por isso nos lembramos de alguns nomes que atuam no futebol brasileiro, como na semana passada. Com certeza, Nilmar, Thiago Neves, Pierre, Jean, Hernanes e outros representariam a seleção dignamente e jogariam de igual para igual contra o Equador, em Quito. A altitude não pode ser desculpa, até porque a maioria dos jogadores equatorianos também atua na Europa. O fato é que o time não se acerta taticamente, Robinho não é o mesmo e Ronaldinho Gaúcho está em péssima fase.

Se Alexandre Pato está em ótima fase, por que não colocá-lo? Concordo que Júlio Baptista também está muito bem no futebol italiano, mas Pato é uma das esperanças para o Mundial de 2010 e merece ganhar algumas oportunidades para não estranhar a camisa da seleção num Mundial. Apesar do empate, estou decepcionado com o futebol apresentado pela seleção brasileira e alerto que, até o Mundial, temos de mudar algumas coisas. O Brasil irá, sim, para a África do Sul, mas se continuar jogando deste jeito deve apenas fazer turismo e retornar ainda na primeira fase.

Histórico

A Brawn fez a festa no 1º fim de semana de F-1 em 2009. Depois de algumas apostas de que a equipe de Ross Brawn estaria blefando, Button e Rubens Barrichello mostraram na pista que são ótimos pilotos e que o carro é mesmo muito bom. Apenas uma coisa me entristece. Cheguei a ler algumas declarações de Fernando Alonso, pedindo para que a Corte de Apelações faça algo contra a Brawn, senão a equipe poderá ganhar todas as provas do ano.

Fica a pergunta: uma equipe competente, que faz um trabalho honesto e conta com ótimos pilotos, merece punição? Quando Schumacher era soberano na Ferrari, todos destacavam a habilidade do alemão e elogiavam o trabalho do mesmo Ross Brawn na escuderia. Quando Alonso conquistou o bi-mundial, todas as atenções eram para o jeito agressivo de pilotar do espanhol e, também, para o trabalho eficaz de Flávio Briatore. E agora, por que tudo isso? McLaren, Ferrari, Williams e Renault têm de mostrar na pista condições de igualar (ou não) a Brawn de Button e Rubinho.

Foto

Antes de Argentina x Venezuela, Aguero posou para fotos com seu filho, que é neto de Maradona. Uma imagem histórica, que também enche o vovô coruja de orgulho e embala a Argentina, invicta sob o comando do Pibe.

Vitórias

Nos clássicos do fim de semana, melhor para os tricolores São Paulo e Fluminense sobre Palmeiras e Botafogo, respectivamente. Em São Paulo, o jogo foi chato, fraco tecnicamente, com poucas oportunidades de gol e o coração valente, Washington, precisou apenas de dois minutos para decidir. Já no Rio, o Flu de Parreira dá mostras de que é bom sofrer um gol e depois buscar a virada que, desta vez, garantiu a classificação da equipe às semifinais da Taça Rio.

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