Polícia

Vigilância apreende 92 quilos de carne clandestina em açougue

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Durante vistoria de rotina, a Divisão de Vigilância Sanitária de Bauru apreendeu, ontem, 92 quilos de produtos clandestinos, entre lingüiça e carne bovina, em um açougue da quadra 3 da avenida Elias Miguel Maluf, na Vila Industrial. Segundo o diretor da Divisão de Vigilância Sanitária, Flávio Tadeu Salvador, o produto apreendido não possuía certificação de vistoria do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e nem nota fiscal.

Tanto a certificação do SIF quanto a nota fiscal de compra são exigências para quem vende carne. “Quem comer carne bovina sem controle sanitário corre o risco de contrair doenças como brucelose, cisticercose, salmonelose, tuberculose, entre outras, e ter problemas de saúde como intoxicação alimentar”, acrescenta.

A Vigilância Sanitária autuou o açougue em valor que poderá chegar a R$ 3,5 mil, apreendeu a carne e determinou a inutilização do produto. A apreensão foi registrada em Boletim de Ocorrência (BO) no plantão da Polícia Civil. O delegado de plantão ontem, Carlos Creppe Júnior, informou que o caso será investigado, inclusive as condições da carne que estava à venda.

Para isso, a polícia aguarda laudo da Vigilância Sanitária. “Se o produto fiscalizado não estiver impróprio para o consumo, o proprietário do estabelecimento responderá apenas processo administrativo”, explica o delegado. “Caso a carne esteja imprópria, será feita uma investigação para saber quem adquiriu o produto e sua origem. Depois da verificação, outras providências e processos serão abertos”, acrescenta Creppe.

Vizinha do açougue há três meses, Dalzilei Bertinotti afirmou que seu marido comprou carne no local algumas vezes, mas nunca notou diferença ou teve problema com o produto. Outros vizinhos questionados pela reportagem do JC afirmaram desconhecer irregularidade. “Não tenho reclamações para fazer. Foram poucas vezes que compramos (neste açougue), mas nunca houve problema nenhum”, afirma.

Salvador explica que a fiscalização de gêneros alimentícios, como a carne, é realizada quando há denúncias, em fiscalização de rotina ou quando é solicitada a licença de funcionamento do estabelecimento. A equipe é formada por uma nutricionista e 13 agentes de saneamento. Em média, são realizadas até 20 inspeções diárias para controle sanitário de estabelecimentos que comercializam gêneros alimentícios.

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Comerciante apresenta nota fiscal

No final da tarde de ontem, o proprietário do açougue onde a carne foi apreendida pela Vigilância Sanitária, Carlos Donizete Ravioli, procurou o JC e apresentou uma nota fiscal da aquisição de 95 quilos do produto, no valor de R$ 676,50. A nota tem data de expedição de ontem.

Segundo Ravioli, ele comprou o estabelecimento há pouco tempo e todos os produtos vendidos no local são adquiridos com nota fiscal. “O único problema é que não tenho autorização para fazer lingüiça e eu faço e vendo”, afirma. “Mas quanto a isso já vou tomar providências. Vou ter que comprar de quem tem a autorização e revender”, finaliza.

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