Regional

Coligação nega irregularidades em doações da Camargo Corrêa

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O Partido Progressista (PP) e o comitê financeiro do candidato a prefeito do Partido dos Trabalhadores (PT) em 2008, Rafael Lunardelli Agostini, negaram irregularidades nos recursos oficiais doados pelo grupo Camargo Corrêa para a campanha eleitoral no ano passado em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O PP afirmou que o diretório aprovou as doações dentro das normas eleitorais. Já o comitê negou que o PT obteve recursos da construtora.

Segundo levantamento feito pela Polícia Federal junto ao TSE, na operação Castelo de Areia, a Camargo Corrêa foi a segunda empresa do ramo de construção que mais doou recursos oficiais para as campanhas eleitorais dos municípios em 2008. No levantamento consta que o comitê do Partido Progressista de Jaú recebeu R$ 40 mil em doações da empresa, cujo alto escalão foi preso. O partido foi coligado ao PT (Partido dos Trabalhadores), cujo candidato a prefeito, Rafael Agostini, não venceu.

Agostini informou que o PT não recebeu qualquer doação. “Não foi uma doação para a minha candidatura. Era um comitê com autonomia e isenção do outro partido”, conta. O presidente do comitê financeiro municipal para prefeito do PT e administrador financeiro da campanha de Rafael Agostini, Luís Vicente Federici, também negou a doação. Segundo ele, o valor foi recebido pelo comitê financeiro municipal único do PP por meio de transferência eletrônica em 10 de setembro de 2008, mediante recibo eleitoral. “Essa administração é estranha ao PT. Os partidos estavam coligados no pleito majoritário para prefeito PP, PT e mais outros, no total de oito partidos”, lembra. “Os candidatos a prefeito e seu vice não tinham qualquer relação com a aplicação financeira do comitê financeiro do PP. O PP se coligou com o PT, mas para vereadores não estava coligado”.

De acordo com João Ataliba de Arruda Botelho Neto, presidente do Partido Progressista (PP) de Jaú, a doação recebida pelo PP foi oficial e dentro do que a lei determina. “As contas foram aprovadas. O PP recebeu, sacramentou, incluiu na prestação de contas e foi tudo certo. Não há nenhuma irregularidade no recibo partidário”, relatou.

Neto classificou as denúncias envolvendo a construtora como um ultraje. “Vejo que tem que investigar toda e qualquer forma de denúncia, mas esse escândalo com o grupo Camargo Corrêa foi uma grande surpresa. Espero que seja esclarecido. É um joguete político com o objetivo de atingir o presidente da Fiesp”, disse. A reportagem apurou que a construtora possui um aeroporto particular no município jauense.

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