Londres - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou ontem a Londres, ao lado da primeira-dama, Michelle, para participar da cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo). Esta é a primeira grande viagem internacional de Obama como presidente.
Durante o G20, Obama deverá ter reuniões paralelas com outros líderes, inclusive da Rússia e da China. Depois, ele segue para a fronteira da França com a Alemanha, onde participa de uma reunião da Otan (aliança militar ocidental).
Com os encontros, Obama pretende conquistar boa vontade ao mostrar um estilo diferente do do antecessor, o impopular George W. Bush (2001-2008). Para especialistas, o clima de entusiasmo que os europeus cultivam quanto a Obama deve garantir um tom positivo pelo menos nas reuniões com o premiê britânico, Gordon Brown, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.
Em seus compromissos, Obama deverá tratar, principalmente, da crise econômica mundial e das suas novas estratégias para a guerra no Afeganistão.
Ameaça francesa
A França ameaçou ontem abandonar a cúpula desta semana do G20 se não obtiver os resultados que deseja, apesar do apelo britânico para que os países se unam para restaurar a confiança na economia global.
“Quero resultados”, disse o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a jornalistas. “Temos de ter resultados, não há escolha, a crise é séria demais para permitir que tenhamos uma cúpula à toa.”
A ministra francesa das Finanças, Christine Lagarde, disse que Sarkozy decidiu que, se não houver resultados concretos, não irá assinar o comunicado final da cúpula.