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Convivência é maior no trabalho

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 1 min

A pesquisa da Secretaria do Estado da Saúde sobre fumantes passivos apontou que 70,3% dos entrevistados não usuários do tabaco convivem com fumantes no ambiente de trabalho. Já outros 24,43% inalam fumaça alheia em casa. Nas escolas, os “fumantes por tabela” são 4,58%, mesmo índice para bares, restaurantes e boates. Pouco mais de 20% inspiram as baforadas de terceiros em outros locais.

A coordenadora do Caps AD em Bauru, Luciana de Oliveira Martins, testemunha que a maior fatia de fumantes que procura por tratamento é empurrada por familiares ou amigos que não suportam mais respirar e até mesmo exalar o odor de cinzeiro mesmo sem colocar o cigarro na boca.

“Grande parte dos que chegam aqui é por pressão de quem não fuma”, reforça a coordenadora do programa, prestes a iniciar mais uma etapa no tratamento de fumantes, com 30 candidatos a largar o vício. Ao todo, informa Luciana, o Caps trabalha com uma lista de espera de mais de 620 fumantes.

“Muitos fumantes passivos que convencem amigos e familiares a procurar tratamento, muitas vezes, nem sabem os riscos que correm. Aconselham acompanhamento mais pelo incômodo mesmo”, complementa. O duro convívio com fumantes é admitido até por quem largou o cigarro relativamente há pouco tempo, como é o caso do auxiliar de eletricista Danilo Ramos Ferreira, 24 anos, que não carrega o isqueiro no bolso há sete meses.

“Quando a gente fuma não sente isso, mas agora quando estou perto de alguém fumando sei o quanto isso incomoda”, assegura o jovem, que se mantém afastado do cigarro motivado pela mãe, a dona de casa Maria Marta Ramos, que enfrenta a mesma batalha.

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