Internacional

G20: líderes buscam solução para a crise

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Londres - Líderes das maiores economias do mundo participam, a partir de hoje , da reunião do G20 - grupo que reúne os países mais ricos e as principais nações emergentes -, com a missão de encontrar uma solução para a crise financeira mundial, considerada a pior desde a depressão de 1929.

Criado em 1999, para combater a crise surgida no fim daquela década, o G20 promove discussões sobre políticas nacionais, formas de cooperação entre governos e o funcionamento de instituições globais como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial.

Juntos, os 20 países que participam do encontro -África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Européia - são responsáveis por quase 90% do PIB mundial, daí a expectativa de que a reunião possa resultar numa forma de recuperar a estabilidade econômica.

“O G20 tem um papel crucial para enfrentar a crise internacional, restaurar a estabilidade financeira mundial e liderar a recuperação econômica e a sustentabilidade futura para todos os países”, diz o comunicado divulgado pelo Reino Unido, que preside o evento neste ano.

Uma das prioridades do encontro, diz o documento, será chegar a um consenso sobre uma ação rápida e coordenada para combater os “desafios e incertezas que os mercados financeiros vêm enfrentando”.

O ponto mais crítico do encontro entre os países será estabelecer um sistema rígido de controle dos mercados financeiros globais, cuja desregulamentação, nos Estados Unidos, deu origem à atual crise. França e Alemanha pediram ontem, em entrevista conjunta, que os líderes mundiais apresentem promessas de um controle mais rigoroso dos mercados. “Países que não se fixarem aos acordos devem ser apontados. A comunidade precisa estabelecer passos concretos. O encontro precisa delinear a nova arquitetura dos mercados financeiros”, disse a chanceler (premiê) alemã, Angela Merkel.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, foi ainda mais enfático. Sarkozy disse que a busca de uma nova regulamentação é um objetivo “não negociável”, e ameaçou não assinar a declaração final do encontro caso não haja uma proposta objetiva de mudança no sistema financeiro mundial. “Eu não vou me associar a uma reunião que termine com falsos compromissos que não fazem frente aos nossos problemas”, disse o presidente a uma rádio européia.

Comentários

Comentários