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Cerca de 15 macas permanecem nos corredores

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 15 macas permanecem, em média, nos corredores do Pronto-Socorro Central (PSC). Precária, a situação afeta a auto-estima dos pacientes. Em muitos casos, influenciados pelo contexto, o acompanhante acredita que o tratamento nem foi iniciado.

“Mas já começa, a partir do momento que é atendido”, explica o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Luiz Antonio Bertozo Sabbag. De acordo com ele, o PSC dispõe de 20 leitos de enfermaria, onde são acomodados aqueles que aguardam a liberação de vagas para internação em hospitais de referência.

Outros sete divãs (macas grandes e fixas, instaladas no corredor) são destinadas aos pacientes que, provavelmente, permanecerão no local por 24 horas e depois serão liberados. É o caso, por exemplo, de vítimas de acidentes de trânsito, que permanecem em observação. Mais quatro leitos são destinados à unidade de terapia intensiva (UTI).

“O PSC chega a ter 40 pessoas. Às vezes, 12, 15 macas pelos corredores”, admite Sabbag. A expectativa dele é que a parceria entre a Prefeitura de Bauru e a AHB resulte em mais 20 leitos, sendo alguns para pacientes psiquiátricos.

“Às vezes, eles se agitam, gritam e assustam as pessoas”, comenta.

A situação se agrava quando o PSC está lotado, contexto mais freqüente, especialmente a partir do outono. Por conta da mudança de temperatura, o atendimento aumenta cerca de 15%, sendo que a principal sobrecarga ocorre à noite. A administração municipal espera que a realidade seja amainada com a contratação de médicos.

Ontem, foi publicado no Diário Oficial do Município a convocação de 26profissionais em cinco especialidades, que prestaram concurso e foram aprovados.

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