Com as obras paralisadas há mais de dois anos, o Centro de Educação Municipal Integrado (Cemi) “Vera Lúcia Arlindo”, no Núcleo Isaura Pita Garms (Bauru I), também recebeu serviço de capinagem há pouco tempo, segundo informa o morador Salvador Altino Marques. “Até o começo do ano, o mato estava com mais de dois metros de altura”, conta.
Instalado na quadra 2 da rua Theotônio F. de Souza, o prédio do Cemi conta com mais de 2.620 metros quadrados de área construída, que inclui até uma quadra poliesportiva, mas foi embargado por problemas estruturais. Enquanto não se define o destino do que já foi erguido, as edificações permanecem expostas à ação do tempo e as crianças dos bairros continuam a caminhar até creches e pré-escolas mais distantes.
“É uma pena que esse prédio tão grande, tão necessário para o bairro, esteja nessa situação. A gente que tem neto, filho pequeno, estava contando com essa escola, porque sabe da dificuldade que é ter com quem deixá-los”, lamenta Marques.
O prefeito reconhece que o centro seria de grande utilidade para as famílias que vivem no bairro, mas adianta que não haverá recursos neste ano para que as obras sejam retomadas. “Na verdade, primeiro vamos contratar uma empresa especializada para avaliar se essa obra poderá ser retomada, através de um projeto de recuperação estrutural ou então demolida. Mas isso só será possível em 2010”.
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Terrenos e prédios
No Parque Santa Edwirges, o problema com terreno público sem utilidade também é o mesmo. Até hoje, moradores do bairro esperam a construção de uma praça na quadra 2 da rua Engenheiro Paulo de Frontin, conforme previsto quando o bairro foi loteado.
Mas, no lugar onde deveriam estar bancos, brinquedos, flores e plantas, há apenas mato e sujeira, além de restos de entulho queimados, provavelmente resultado de um incêndio provocado por algum morador desinformado.
“Temos uma série de melhorias a fazer, mas também falta muita conscientização das pessoas vizinhas a essas áreas. Muitas jogam lixo sem se dar conta de que tudo aquilo pode voltar para a casa dele na primeira chuva forte que der”, observa o titular da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), Rodrigo Riad Said.
A estimativa da própria prefeitura é de que, a exemplo desta, pelo menos 100 praças municipais não sejam urbanizadas na cidade.
Já no prédio que abrigava o antigo Pronto-Socorro da Bela Vista, na quadra 4 da rua Marçal de Arruda Campos, há sinais de que um mínimo de cuidado tem sido dispensado, já que o mato foi recentemente cortado e as folhagens, recolhidas.
De resto, a cena de destruição é a mesma: muros pichados, vidros quebrados, lixo e um forte odor de urina próximo a um dos cantos da parede da fachada.