Quando a pesquisa do Cepam sobre os novos prefeitos é geograficamente detalhada, Saúde e Educação aparecem na dianteira nos planos de governo em todas as regiões administrativas do Estado, sendo que somente nas zonas de Franca e Barretos o ensino público ultrapassa a questão sanitária.
Apesar de a prática ser combatida pelo Ministério da Saúde, a expansão da rede física ainda é a meta mais comum entre os prefeitos: 31,3% deles afirmam pretender construir e reformar hospitais, enquanto 27,9% consideram preponderantemente a melhoria na qualidade do atendimento e 22,2% falam em investir em postos de saúde. Na Educação, a principal medida proposta pelos governantes é a qualidade: 45,4% prometem apostar em aprimoramento do nível de ensino oferecido na rede municipal. A construção de escolas vem em segundo lugar no ranking, com 23,3% das citações. O ensino técnico é mencionado por 20,2% e apenas 9,2% deles afirmam priorizar a ampliação da rede de creches. A pesquisa procurou ser abrangente, alcançando desde enfoques pessoais, como a formação acadêmica, até aspectos de conteúdo, como as prioridades e perspectivas no exercício do mandato, passando por questões polêmicas e do cotidiano da política nacional, como, por exemplo, a fidelidade partidária.
Ainda de acordo com a pesquisa do Cepam, foi possível traçar um ‘perfil’ médio dos governantes que assumiram em janeiro deste ano.
O prefeito típico de um município paulista é homem, tem 50 anos, é católico e nasceu na cidade que governa. Possui formação superior em uma área do conhecimento tradicional (como engenharia, direito, medicina ou administração), não domina um segundo idioma e, em um futuro próximo, pretende dedicar-se ao estudo de temas que melhorem sua carreira de gestor público. Para se manter informado, o prefeito costuma acessar a Internet e ler jornais, tanto os de sua região quanto os de grande circulação.
O estudo do Cepam foi feito em parceria com a Secretaria Estadual de Comunicação (Secom) e apoio do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).