Interditado desde setembro do ano passado, o viaduto Mauá, que liga a Vila Falcão ao Centro, pode ser recuperado. É o que atesta um dos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na cidade desde quarta-feira, para elaboração de um laudo completo acerca da passagem sobre a via-férrea, fechada ao tráfego após intervenção do Ministério Público (MP).
Mesmo com as falhas estruturais - entre elas trincas, infiltrações, fissuras e exposição de ferragens - o viaduto, inaugurado nos anos 50, conforme análise preliminar do técnico Carlos Antônio Matheus Coelho, ainda tem possibilidades de ser reformado. “A estrutura não está seriamente comprometida, (o viaduto) é recuperável”, assegura.
Apesar da observação preliminar, os técnicos do IPT, que retornaram ontem à Capital, onde descansam no final de semana, voltam a Bauru na segunda-feira, quando continuam a coleta de dados no Mauá. “Ainda restam muitos detalhes a serem estudados, verificamos apenas parte das anomalias”, pondera Coelho, que, até o momento, mediu detalhes da estrutura bem como deu início ao catálogo das avarias.
Para a próxima semana, detalha, os técnicos pretendem, além de continuar o procedimento iniciado há três dias, começar a análise fotográfica do viaduto. De acordo com Coelho, apenas os engenheiros do IPT atestarão, definitivamente, quais as melhorias necessárias para a reabertura do equipamento, com a expedição de um laudo técnico, cuja entrega está prevista para o final de maio ou início de junho. “A análise deve estar concluída em 40 ou 50 dias”, estima.
No chão?
Apesar da observação preliminar de que o viaduto tem conserto, a tese de que o melhor para a fluidez e segurança no trânsito na região seria a demolição do Mauá, seguida da construção de um equipamento mais moderno e que atenda ao atual perfil de tráfego chegou a ser sugerida por especialistas.
A pedido do JC, no ano passado, os engenheiros Cláudio Vidrih e Ademar da Silva Lobo, da Unesp, inspecionaram informalmente o viaduto e apontaram a demolição como melhor alternativa. Por outro lado, o então titular da Seplan, Leandro Joaquim, descartava a medida, antes da elaboração de laudos. “Enxergo que é muito mais para reparar do que para demolir”, considerou, na época.
Funil
Após a interdição, o trânsito do Mauá, que faz a ligação, sobre a via férrea, entre a região central, através da avenida Pedro de Toledo, com a Vila Falcão, foi desviado para o viaduto Nuno de Assis, que, desde setembro, acumula o tráfego em ambos os sentidos. Outras alternativas são os viadutos “Eufrásio de Toledo”, da rua 13 de Maio e do INSS.