Internacional

Otan: recebido como astro, Obama muda o tom, mas cobra europeus

Folhapress
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Estrasburgo - Numa clara mudança de tom em relação a seu antecessor, o presidente americano, Barack Obama, estendeu a mão ontem aos europeus, admitiu que seu país agiu com arrogância nos últimos anos e reconheceu que o papel dos EUA no mundo está em transformação - menos líder, mais parceiro.

As afirmações marcam um recomeço nas relações transatlânticas após os oitos anos de turbulências com George W. Bush na Casa Branca. E ganharam um simbolismo especial por terem sido feitas na fronteira entre França e Alemanha, na véspera do aniversário da Otan, a aliança militar ocidental que conteve o avanço soviético e completa amanhã 60 anos.

Mas em sua primeira viagem ao continente como presidente, Obama também cobrou da Europa mais compromisso na resolução dos desafios globais, sobretudo na luta contra o terrorismo. Um dia após sua bem-sucedida estréia internacional, na reunião do G20, em Londres, ele alertou que é ingenuidade achar que a mudança no governo americano reduziu o perigo do terrorismo islâmico.

Astro

Barack Obama foi recebido como um astro de rock em aparições públicas na França e na Alemanha, em contraste com a aversão que o presidente dos EUA provocava no continente até poucos meses atrás.

Obama parecia apreciar cada minuto de sua lua-de-mel com os europeus. Em meio a uma atmosfera extremamente receptiva, que se estendeu do abraço caloroso do presidente francês, Nicolas Sarkozy, à fileira de crianças com bandeiras americanas nas ruas de Estrasburgo e da vizinha Baden-Baden, a cidade alemã que cossedia a cúpula anual da Otan, Obama estava à vontade.

Apoio para Afeganistão

Ontem, primeiro dos dois dias da cúpula que tem como tema central da agenda o Afeganistão, Reino Unido, Ucrânia, Alemanha e França já declararam apoio ao projeto do governo Obama e algum reforço em sua ação no Afeganistão.

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