Fumantes consideram exagerada a medida do projeto de lei do governo estadual em acabar com os ‘fumódromos’. Segundo eles, a separação de espaços nos estabelecimentos funciona bem e satisfaz ambos os lados, de fumantes e não-fumantes.
“É radical demais”, diz a comerciária Solange Andrade, 26 anos, que deixará de frequentar bares caso a lei seja aprovada. “Em bar, é inevitável a pessoa beber e fumar. A lei vai afastar os fumantes que preferirão ficar em casa.”
Para a estudante Thieza Pereti, 21 anos, que fuma eventualmente há cinco anos, a lei é rigorosa demais e vai afastar os clientes fumantes dos estabelecimentos. “O jeito é procurar os amigos que fumam e fazer festas em casa.”
O engenheiro mecânico Ney Ferreira, 42 anos, que não fuma, concorda com a lei, mas vê restrições ao direito individual. “As áreas separadas deveriam ser mantidas.”
Fumante há 27 anos, o empresário Cláudio Rosa, 42 anos, acha a medida correta e diz que vai aproveitar para parar de fumar. No entanto, ele acredita que a aplicação da norma trará problemas aos donos dos estabelecimentos e clientes. “Tem gente que vai se negar a apagar o cigarro e a coisa vai se complicar.”
Presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sinhores) de Aparecida, Ernesto Elache defende a manutenção dos fumódromos com a adoção de equipamentos para evitar que não-fumantes sejam atingidos pela fumaça dos cigarros. “Há exaustores apropriados para isso. A lei vai provocar desemprego se for aprovada.”
Ricardo Restani Rocha, presidente do Sinhores de São José dos Campos, também espera queda no movimento em bares e restaurantes com a aprovação da lei. “A lei é radical e a nossa federação já está estudando quais providências legais pode tomar para defender o setor.”