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Especial Segurança: ‘A nossa proteção é Deus’, diz vigilante

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Quando os bandidos decidem assaltar uma casa ou uma empresa e os alvos contam com segurança privada, o primeiro obstáculo a ser superado é o vigia. “Nossa presença dificulta a ação deles, por isso, nós somos os primeiros a serem eliminados”, reconhece Silva (nome fictício a pedido do entrevistado). A única saída para esses profissionais, que ficam na linha de frente dessa batalha contra a violência, é recorrer à proteção divina. “A nossa proteção é Deus. Se os bandidos quiserem entrar, eles entram porque o armamento deles é bem mais poderoso que o nosso”, avalia.

Silva diz que nunca foi ameaçado ou agredido, mas sabe que corre esse risco o tempo todo. Segundo ele, o máximo que ocorreu foi ser encarado atentamente por pessoas que passavam na rua. Silva não fica em guarita. Seu posto é na garagem, entre os carros. Quando percebe alguma movimentação suspeita, uma de suas alternativas é recorrer à polícia. Silva diz que normalmente trabalha desarmado. Então, o que ele faz é ficar sempre atento e prestar atenção aos mínimos detalhes.

“Eu anoto a chapa do carro, a cor, e todos os detalhes das pessoas que estão dentro dele. Reúno o maior número possível de informações e passo para os donos da casa ou para a polícia para que eles tomem as providências necessárias”, relata.

Ele conta que no início da carreira de vigilante foi difícil acostumar-se com a vida noturna. O sono era um adversário poderoso. Hoje, Silva admite que, de vez em quando, dá umas cochiladas, mas qualquer barulho é suficiente para acordá-lo. “Até o zoado de um pernilongo me acorda”, diz. Silva trabalha das 19h às 7h, ou seja, doze horas seguidas de atenção absoluta. Uma maratona que já dura cerca de 16 anos.

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