• Atos precipitados
Algumas decisões do governo de Rodrigo Agostinho (PMDB), não necessariamente dele, estão se mostrando equivocadas. O maior exemplo foi a tentativa da antiga direção do DAE de cancelar o contrato de leitura, impressão e entrega de conta de água pelos Correios. Pelo menos o DAE não conseguiu provar que seria vantajoso. Tanto que até o presidente caiu.
• Desgaste evitável
Ora, se não era bom, por que é que se fez alarde? O episódio só serviu para desgastar todos os envolvidos, inclusive os Correios, seguramente a maior estatal presente na cidade, onde emprega cerca de 1.200 pessoas. A Regional Bauru é a única dos Correios fora de uma Capital de Estado e a segunda em faturamento no País, perdendo apenas para São Paulo.
• Alerta aos demais
Bauru vive um momento de recuperação de sua estima, de busca pelo fortalecimento econômico e de aprimoramento em sua qualidade de vida. É nesta direção que os dirigentes públicos devem olhar. O prefeito deve usar o episódio DAE/Correios para alertar os secretários sobre atitudes precipitadas. Senão, quem pagará a fatura será ele mesmo.
• Carlinhos do PS (DB)
Ano não eleitoral é ano de assédio partidário. Pelo menos até outubro, quando inicia-se o período em que um político não pode trocar de partido se quiser ser candidato na eleição do ano seguinte. O PSDB, segundo apurou ontem a coluna, convidou o vereador Carlinhos do PS (PP) para mudar de legenda.
• Nem sim nem não
A bancada tucana na Câmara possui três vereadores (Marcelo Borges, Fernando Mantovani e Giba dos Santos) e já é a maior. Com Carlinhos, ficaria com um quarto do total de 16 parlamentares. Carlinhos não disse sim, mas também não disse não.
• De mochila em Santos
O prefeito Rodrigo Agostinho destoou, mais uma vez, de seus colegas prefeitos no Congresso Paulista de Municípios, em Santos, nesta semana. Com sua mochila cheia de projetos e ofícios com pedido de recursos misturados a cuecas e meias, desfilou entre aos engravatados de outras cidades com desenvoltura.
• “Ele é muito jovem...”
Num dos momentos de intervalo do Congresso, Rodrigo cruzou com o secretário do Desenvolvimento do governo do Estado, ex-governador Geraldo Alckmin, que parou para lhe dirigir a palavra, carinhosamente, na frente de vários prefeitos: “Você é muito jovem, Rodrigo. Vejam a juventude do prefeito de Bauru...”.
• Lula e os olhos azuis
A frase de Lula sobre os “brancos de olhos azuis’’ e a culpa pela catástrofe econômica tem tudo para ser uma declaração emblemática da crise, como deixou claro um episódio em Londres. Ao fazer sua pergunta a Lula, em evento para promover a candidatura do Rio, Ashling O’Connor, especialista em Olimpíada do "The Times", pediu desculpas por seus olhos azuis e pele clara.
• Rápido no gatilho
O presidente escapou da saia justa ao dizer que a repórter parecia mais enfrentar os efeitos da crise do que tê-los provocado. “Quando você estava fazendo a pergunta eu estava olhando seus olhos azuis, mas você não tem cara de banqueira. Não parece ter responsabilidade pela crise, parece vítima.” Mais tarde, a jornalista disse que ficou “satisfeita’’ com a resposta. “Pelo menos não pareço banqueira...”.