Depois de tropeçar diante de São Paulo e Oeste, o Palmeiras tem a oportunidade definitiva de conquistar o primeiro lugar da fase de classificação do Campeonato Paulista. Hoje, basta uma vitória na última rodada contra o Botafogo, às 16h, no Palestra Itália.
Porém, é inegável que o Verdão estará com as atenções divididas. Afinal, na quarta-feira, a equipe vai entrar em campo na “partida do semestre”: joga contra o Sport, na Ilha do Retiro, na busca por uma recuperação no grupo 1 da Libertadores da América.
Até por isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo deixou em aberto a probabilidade de preservar algumas de suas estrelas. “Nós vemos as possibilidades, os riscos que podemos sofrer até com a chance de perder o primeiro lugar. Não é a primeira vez que vamos arriscar, fizemos isso lá atrás em alguns jogos fora de casa”, diz o treinador.
De qualquer forma, dois titulares estão fora. O zagueiro Maurício Ramos e o volante Pierre receberam o terceiro cartão amarelo no empate diante do Oeste e cumprem suspensão automática. Assim, eles estão garantidos no começo da fase final do Estadual.
Em compensação, o atual campeão paulista recebe reforços. Luxemburgo anunciou que pretende utilizar o lateral-direito Fabinho Capixaba e o zagueiro Edmilson por, pelo menos, 45 minutos. O atacante Ortigoza, recuperado de um trauma no ombro, é outro que fica à disposição.
Devido aos dois últimos resultados, Luxemburgo demonstrou sua insatisfação por alguns comentários que apontam uma queda de rendimento no Palmeiras, citando uma “crise fabricada” no Parque Antártica. “Tenho certeza de que outros times gostariam de estar na nossa situação”, reclama o treinador.
Dois dias antes da partida contra o Botafogo, o elenco palmeirense ganhou um estímulo extra. Jogadores e o próprio Luxemburgo estiveram em uma instituição que cuida de crianças com câncer. O motivo: a distribuição de ovos de Páscoa. Para Luxemburgo, o confronto contra o Botafogo tem um significado especial: ele completa 350 partidas no comando do Palmeiras.
“A minha relação aqui é antiga e boa, um sucesso absoluto, não só pelos títulos, mas a trajetória de times bem montados. Fui batendo recordes por situações normais. Até a porrada no Aeroporto foi importante, porque mostrou que é preciso um limite”, destaca.