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Paixão de Cristo será encenada no Vitória Régia amanhã

Carlos Demarchi
| Tempo de leitura: 2 min

Os católicos, que ontem lotaram as igrejas de Bauru na celebração do Domingo de Ramos, na abertura da Semana Santa, têm programação intensa de oração até domingo. Amanhã, às 20h, fiéis da Paróquia Santa Luzia vão encenar a Paixão de Cristo no Parque Vitória Régia – será o sexto ano da apresentação. Na quarta-feira, todos os padres da Diocese de Bauru se reunirão às 20h, na Catedral do Divino Espírito Santo, na Missa dos Santos Óleos.

Na cerimônia, os sacerdotes renovam seus votos de compromisso com a igreja. Na quinta-feira haverá a cerimônia Instituição da Eucaristia, com a adoração ao Santíssimo. A Sexta-feira Santa é o dia da Paixão e Morte de Cristo, quando não há missas apenas uma celebração com via-sacra ou procissões de enterro. No sábado, as missas celebram Aleluia ao Senhor, fazendo a bênção do Fogo Novo, do Círio Pascal e as leituras, seguidas de uma missa. A Semana Santa é encerrada no Domingo de Páscoa, quando é comemorada a ressurreição de Cristo.

Ontem, na celebração do Domingo de Ramos, várias igrejas da cidade fizeram procissão com folhas de vegetais que foram abençoadas pelos padres. “É um convite para sermos mais humildes, mais simples. É o rei da paz, da simplicidade, do amor. Tudo isso passamos a celebrar no Domingo de Ramos e vamos entrando no espírito da Semana Santa. É um momento de paz, de fé, de reflexão, de olhar para dentro, olhar para a vida”, explica o padre Gílson Luiz Maia, pároco da Igreja Nossa Senhora das Graças.

O padre frisa que a Semana Santa é um período para cada um aprofundar sua fé, meditar e avaliar a sua conduta. “Esperamos que cada pessoa possa fazer, ao longo dessa semana, um exame de vida, rever a história, o caminhar, e ver onde pode melhorar. Gosto muito do verbo aperfeiçoar e conjugá-lo em muitos setores da vida”, conta Gílson.

Para os católicos, a prática do jejum é uma marca na Sexta-feira Santa. Segundo o pároco, é preciso haver uma mudança de espírito das pessoas, direcionado para o bem. “O jejum há que ser a expressão de um compromisso mais profundo. É o compromisso do coração, que renuncia, que se modifica e faz um sacrifício em vista de um bem maior”, diz.

O padre observa que a reflexão da data deve levar a uma mudança no espírito de cada pessoa. “Falamos de crise internacional, mas na verdade, acho que temos uma crise de testemunho, de bons exemplos, de uma fé profunda. Vamos ser seguidores de Jesus. Podemos fazer a diferença na sociedade”, analisa.

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