Manaus - Seis pessoas estavam desaparecidas desde as 3h de ontem, depois que uma embarcação naufragou no rio Amazonas, próximo a Itacoatiara (AM). O barco, com capacidade para 38 pessoas (35 passageiros e três tripulantes), tinha 47 a bordo, segundo a Capitania dos Portos da Amazônia Ocidental.
Os passageiros saíram da comunidade de Ariri em direção a Itacoatiara, a 277 km de Manaus, informou o coronel do Corpo de Bombeiros Antônio Dias dos Santos. Depois de navegar por 13 quilômetros, percurso que se faz em meia hora, o barco Dona Zilda bateu em um barranco de areia da margem direita do rio e “afundou rapidamente”, de acordo com o 9º Distrito Naval da Marinha.
O barco de madeira, com 16,7 metros de comprimento, tinha 42 passageiros e cinco tripulantes, segundo a Capitania dos Portos. Os 41 resgatados não se feriram, afirmou Santos.
Cerca de 25 bombeiros, além de policiais militares e integrantes da Marinha, participavam, com mergulhadores e lanchas, das buscas de quatro mulheres (de 22, 59, 72 e 76 anos) e dois bebês (meninas de 1 e 4 meses) que desapareceram.
O segundo-tenente dos Bombeiros Alecsandro Leal, responsável pelas buscas, disse haver a possibilidade de os corpos das desaparecidas estarem dentro do “Dona Zilda” - que, até o fechamento desta edição, não havia sido encontrado. A busca prosseguiria à noite.
Segundo a Capitania dos Portos, a embarcação estava registrada na Agência Fluvial de Itacoatiara, mas ainda não é possível dizer se todas as vistorias estavam em dia. É um barco particular, de Raimundo Nonato da Costa Azevedo, que não estava a bordo. A agência vai coordenar o inquérito sobre as causas do naufrágio, que deve ser concluído em 90 dias.
Histórico
Em 2008, pelo menos três naufrágios ocorreram no Amazonas. Em fevereiro, um barco com 112 pessoas a bordo também afundou perto de Itacoatiara, deixando 16 mortos. Em maio, o naufrágio de uma embarcação irregular matou 48.