Geral

Além de desfile, parada gay terá palestras

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

Reafirmar a luta pelos direitos iguais aos diferentes e contra qualquer tipo de preconceito. Esse é o objetivo da Semana da Diversidade 2009, prevista para ocorrer entre os dias 2 e 6 de setembro. Para este ano, além do desfile que pretende reunir a comunidade gay com muito som eletrônico, fantasias e shows de performers no dia 6, representantes da Associação Bauru pela Diversidade (ABD) programaram uma semana com palestras e atividades educacionais, culturais e sociais.

Segundo Marcos Souza, o Markinhos, coordenador da ABD e um dos idealizadores do evento, o objetivo é unir o maior número de pessoas e secretarias municipais em atividades simultâneas que pregam o fim do preconceito. “A ABD foi criada no ano passado com o objetivo de defender os direitos da minoria, de todos os grupos que sofrem preconceitos como, por exemplo os negros, e, principalmente, a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros (GLBT)”, explica. “Além do desfile, como ocorreu em 2008, preparamos seminários, palestras e atividades informativas direcionadas a todos os bauruenses. Para isso, contamos com o apoio de professores que pretendem desenvolver um trabalho com os alunos do primeiro grau e também dos setores ligados ao meio ambiente”, acrescenta Markinho.

Para organizar a atividade, o conselheiro da ABD, João Baptista Winck, e os coordenadores Markinho e Rick Ferreira foram recebidos, na quinta-feira pelo chefe de gabinete da Prefeitura, Paulo Roberto Ferrari, que representou o prefeito Rodrigo Agostinho, e pelos secretários Pedro Romualdo, da Cultura, e Darlene Têndolo, do Bem-Estar Social. O grupo pediu o apoio do Poder Público para a realização da semana.

No ano passado, a Parada da Diversidade ocorreu no dia 7 de setembro e reuniu mais de 20 mil pessoas na avenida Nações Unidas. A expectativa para este ano é reunir mais de 80 mil pessoas de toda região – além de gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, devem participar do evento minorias como negros e mulheres que freqüentemente sofrem preconceitos.

“Estamos empolgados porque no ano passado os bauruenses se mostraram receptivos, o que mostrou aos homossexuais que, muitas vezes, o preconceito pode estar também dentro deles”, explica Markinho. “A população mostrou que Bauru não é mais uma cidade arcaica, conservadora e provinciana, o que nos deixou muito felizes”, finaliza o coordenador.

Comentários

Comentários