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Radialista Ary Gomes morre aos 75

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 2 min

O comentarista esportivo bauruense Ary Gomes, 75 anos, morreu no sábado. Pai de quatro filhos, Gomes estava internado há dias, após ter sofrido infarto. Conhecido pela seriedade com que trabalhava e grande religiosidade, Ary Gomes atuou em diversas rádios de Bauru, entre elas a Bauru Rádio Clube e Auri Verde, nas décadas de 70 e 80.

Luiz Carlos Silvestre, diretor executivo da Auri Verde, conta que, mesmo longe do rádio, Ary Gomes não esquecia dos companheiros de profissão. Todos os anos, no dia de Santo Antônio, ele levava pão bento e distribuía entre todos os funcionários. “Ele sempre andava com crucifixo e rezava muito. Era um excelente profissional. Eu o convidei várias vezes para voltar a trabalhar com a gente, mas acho que ele não queria mais saber de rádio”, comenta Silvestre.

Em 1978, Silvestre e Ary viajaram juntos para o Nordeste para transmitir jogos que o Noroeste disputou pela primeira divisão do Campeonato Brasileiro, nas cidades de Teresina, Maranhão e Fortaleza. “Fui pela rádio Terra Branca e Ary Gomes pela Auri Verde. Havia uma disputa acirrada entre as duas emissoras. Mesmo assim, nos divertimos bastante e foi uma farra”, relembra.

O assessor de imprensa do Esporte Clube Noroeste, Erlinton Goulart, trabalhou com Ary Gomes entre os anos de 1973 e 1982 na rádio Auri Verde e fazia parte da equipe do comentarista no Nordeste. “Comecei a trabalhar com ele quando tinha 18 anos. Ele era um profissional sério, não bebia, não fumava e não era de muitas saídas”, conta. “Extremamente religioso, quando viajávamos a primeira preocupação que ele tinha era encontrar alguma igreja”, complementa.

Erlinton conheceu o comentarista quando tinha apenas 7 anos. “Ele era amigo de meu pai e eu o admirava muito. Fiquei muito feliz quando fui trabalhar com ele. Uma das características dele também era a solidariedade”, relembra.

O astrólogo João Bidu conheceu Ary Gomes em 1968, quando começou a trabalhar na rádio Auri Verde. “Ele era uma pessoa metódica, disciplinada, observadora e, acima de tudo, um grande companheiro”, afirma. “Viajamos juntos muitas vezes. O mais engraçado é que eu ouvia muito ele no rádio e, mais tarde, fui trabalhar a seu lado. Foi uma honra”, finaliza João Bidu. Ary Gomes foi sepultado às 10h de ontem, no Cemitério da Saudade.

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