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Preço do bacalhau pode variar R$ 71,31

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Nas gôndolas e bancadas dos supermercados, eles estão todos lá. Maiores ou menores, inteiros ou desfiados, os bacalhaus convidam os olhos e o olfato dos consumidores e a se aproximar. Mas, na hora de escolher, as opções são tantas que fica difícil pesar na balança a melhor relação custo-benefício.

Mesmo com o aumento da oferta em razão da Semana Santa, o preço do peixe pode variar mais de R$ 71,31, dependendo do tipo e tamanho. Conforme pesquisou o JC, o quilo de postas grandes do bacalhau pode custar até R$ 89,00, enquanto o tipo mais popular, o Saithe, sai por R$ 17,69.

No entanto, ao contrário dos que os mais tradicionalistas possam defender, nem sempre o produto mais caro é o mais indicado a se levar para casa. “Dependendo do prato que a pessoa pretende preparar e da habilidade que ela tem, não precisa necessariamente ser o melhor peixe”, ensina o chef de cozinha Juca Mesquita.

De acordo com ele, o bacalhau tipo Saithe, mais fibroso, é uma ótima pedida para o preparo de bolinhos fritos, salada com grão de bico ou com batatas e ovos. O Ling pode ser usado em molhos, risotos e bacalhoadas tradicionais, que levam batata e cebola.

Já o Porto é uma opção para pratos preparados em caçarolas ou ao forno. “Só não recomendo o bacalhau destrinchado porque é muito vulnerável e, no cozimento, acaba desmanchando”, frisa.

Antes do preparo, no entanto, é preciso ficar atento ao processo de dessalga, que pode levar de 12 a 48 horas, dependendo da espessura do peixe. “Para não haver risco de estragar, o peixe deve ficar de molho dentro de um recipiente com água e gelo”, acrescenta o chef.

Entre os itens que precisam ser observados no momento da compra estão a espessura e a cor da carne do bacalhau, além da credibilidade do estabelecimento. Para os peixes frescos, o ideal é escolher os exemplares que estiverem com os olhos brilhantes e com as guelras bem vermelhas.

Para os peixes congelados, o chef orienta o consumidor a prestar atenção na solidez da carne e na quantidade de gelo dentro da embalagem, que deve ser mínima.

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Sem crise

Nem mesmo a crise econômica e a conseqüente retração no consumo espantou os consumidores, nem intimidou as projeções dos comerciantes. Gerente administrativo de uma loja de produtos nacionais e importados de Bauru, Carlos Henrique de Mendonça revela que o estabelecimento comprou um volume 20% maior de peixes em comparação ao ano passado.

Segundo ele, o movimento de clientes está intenso e deve aumentar mais a partir de quinta-feira. Entre as inúmeras opções de bacalhau que eles poderão encontrar na loja, o mais baratos é o desfiado, que sai a R$ 36,70 o quilo. Já o bacalhau mais caro, em postas, custa R$ 89,00 o quilo.

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