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Paiva: vida dedicada à caridade

Pedro Tobias
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, o nosso ilustre irmão Sebastião Paiva está completando 100 anos de vida, dos quais 80 dedicados aos mais necessitados que receberam seu constante carinho e amor, um exemplo raro nos dias de hoje e que deveria ser seguido por todos. Enquanto fazemos a contagem regressiva do aniversário do “incansável batalhador da solidariedade”, vamos contar um pouco de sua história totalmente dedicada ao próximo, desprovida de qualquer interesse particular ou ambição pelo poder. O “seo Paiva” é um homem de alma pura, com espírito público que, ao longo de sua vida, sempre buscou servir as pessoas carentes de todas as idades, e não se servir delas como acontece atualmente neste mundo cruel, individualista e violento.

Mesmo com o corpo cansado e com a face enrugada pelas muitas dificuldades que já enfrentou na vida, ele demonstra uma disposição de fazer inveja a muitos jovens e, se pudesse, acolheria todos os pobres, desabrigados e desamparados sob o seu calor humano, assim como fez aos 8 anos de idade, logo após ter ficado órfão de pai, vítima de tuberculose. Mas sua dura infância serviu, como ele próprio admite, para despertar no íntimo o desejo de ajudar ao próximo e dedicar-se à caridade. Essa gloriosa obra social intensificou-se em meados dos anos 30, quando “seo Paiva” foi transferido para Dois Córregos para trabalhar como telegrafista pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Ali encontrou outro voluntário como ele, o amigo Ângelo Ricca, e os dois passaram a recolher donativos de casa em casa (comida, roupas e remédios), que eram distribuídos aos moradores carentes daquela cidade. Mais tarde, os dois conseguiram adquirir um imóvel onde instalaram um asilo para idosos, conhecido como Tito Paiva, que funciona até hoje.

Em 1942, Sebastião Paiva chegou a Bauru, uma cidade maior e com mais pessoas precisando de sua ajuda e de sua missão divina. E, novamente, “o pai da solidariedade” transformou a vida de muitas delas em nossa cidade, que talvez estivessem condenadas a vagar pelas ruas sem qualquer assistência se não fosse a alma iluminada e santa do “seo Paiva”.

Mesmo prestes a completar 100 anos de vida, algo que já deve ser comemorado intensamente, ele diz que sua missão ainda não acabou e que ela é permanente, pois “a pobreza e a miséria nunca acabam e são como formiga saúva”. Tais palavras mostram sua lucidez e sabedoria, mas também sua fraternal grandeza de espírito solidário, que tanto carece nos dias de hoje. Parabéns “seo Paiva”! Que Deus lhe dê saúde para continuar sendo um verdadeiro exemplo de amor e caridade a todos nós, cidadãos comuns!

O autor, Pedro Tobias, é deputado estadual pelo PSDB

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