Polícia

Justiça libera 12 dos 26 presos no esquema das máquinas caça-níqueis

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Seis dias após determinar a prisão de 33 pessoas acusadas de envolvimento num esquema de exploração de máquinas caça-níqueis, a Justiça Federal de Jaú colocou em liberadade 12 delas, anteontem. Conforme o JC divulgou, do total, 26 foram encontradas e presas numa operação desencadeada após um ano de investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP), núcleo de Bauru, da Procuradoria da República em Jaú, e da Polícia Federal de Bauru

Com base no trabalho, as instituições denunciaram 52 réus, inclusive o ex-diretor Departamento de Polícia Judiciária - 4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal, o delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho (afastado do cargo), além de seis investigadores, um agente policial e um policial militar. O juiz federal Rodrigo Zacharias decretou a prisão preventiva de todos os policiais, exceto dos delegados. Mas como os cinco investigadores presos na ocasião foram afastados de suas funções, o magistrado voltou atrás, anteontem.

“Ele entendeu que por terem sido afastados do cargo, não representam mais perigo. Nós discordamos. Em princípio vamos produzir outras provas que os comprometa ainda mais para tentar que essa prisão seja novamente decretada. Recurso (no Tribunal Regional Federal) é muito difícil ser provido num caso como esse”, comenta o promotor do Gaeco Luciano Gomes de Queiroz Coutinho.

Os investigadores de Jaú Richard Montovanelli, Danilo Sérgio Grillo, João Luiz Aurélio Calado e João Geraldo de Almeida França, além do de Rio Claro, Rodolfo Aparecido Vechi, responderão o processo em liberdade. É o caso de uma outra pessoa, cujo nome não foi divulgado, que também foi posta em liberdade, mas por questões de saúde.

Os outros seis tiveram a prisão preventiva revogada com anuência do Ministério Público. “Eles foram premiados pela delação premiada, ou seja, colaboraram com as investigações. O advogado dos seis civis de Jaú liberados, Lincoln Rickiel Perdoná Lucas, confirma que seus clientes assumiram o compromisso de comparecer a todos os atos do processo e auxiliar no esclarecimento de outros fatos.

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