Botucatu - Os 210 funcionários da Embraer em Botucatu (100 quilômetros de Bauru) demitidos em fevereiro ainda alimentam a esperança de serem recontratados . De acordo com Elias Jorge da Cruz, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Aeroespaciais no Estado de São Paulo (Sindiaeroespacial), mesmo a empresa tendo derrubado na Justiça a liminar que garantia a recontratação, o órgão recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tentar a reintegração.
Cruz explicou que, paralelamente ao pedido feito ao TST, o sindicato abriu um processo contra a empresa por danos morais, o que deverá garantir, em caso de vitória, uma indenização maior aos demitidos. “Nós nos baseamos na decisão do Tribunal Regional do Trabalho de Campinas que classificou as demissões como abusivas”.
Além de receber todos os direitos garantidos pela legislação aos funcionários demitidos, a Justiça determinou que os 210 trabalhadores recebam uma indenização de mais dois salários cada um, com teto máximo de R$ 7 mil. Também foi determinado o pagamento dos 23 dias trabalhados pelos funcionários após a primeira demissão, em 19 de fevereiro, além da garantia do plano de saúde por mais 12 meses. “A empresa pagou apenas os dois salários e manteve o plano de saúde, mas se recusou a acertar os 23 dias trabalhados até o dia 13 março”, denuncia. Cruz disse que o sindicato irá brigar na Justiça também pelo pagamento desses dias. Em fevereiro a Embraer demitiu mais de 4 mil funcionários em todo o País.