Cultura

Porchat apresenta espetáculo ‘Fora do Normal’

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

Com olhar peculiar e hilário sobre o cotidiano, o humorista Fábio Porchat apresenta o monólogo “Fora do Normal”, que encerra a temporada do projeto “Quinta de Graça”, do Serviço Social do Comércio (Sesc). Do ódio que nutre pelas atendentes de telemarketing às dificuldades de ser “gordinho”, os temas compõem a miscelânea de situações do dia-a-dia que serão comentadas pelo ator, a partir das 21h. A entrada é gratuita.

Em cartaz desde janeiro, “Fora do Normal” é resultado do trabalho que Porchat desenvolve há três anos no “Comédia em Pé”, um dos primeiros grupos de stand-up comedy do Brasil. “Esse solo é uma reunião dos melhores momentos e textos desse tempo de comédia”, comenta o humorista, em entrevista ao JC Cultura.

A proposta da peça é levar para o palco, de forma bem-humorada, as diversas situações que acontecem com qualquer pessoa diariamente. “O formato stand-up vai bastante nesse caminho da identificação. Falo de coisas que aconteceram comigo, por exemplo em viagens, mas que poderiam ter acontecido com qualquer um. Esse ódio que eu tenho do telemarketing não é só meu, é de todo mundo”, brinca.

Aos 26 anos, Porchat conta que, apesar de ter sido sempre “o engraçadinho da turma”, começou a trabalhar com comédia por acaso. “Fazia faculdade de administração, em São Paulo, e decidi largar tudo para ser ator e ir para o Rio de Janeiro. Comecei a estudar na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL) e percebi que sempre tive uma tendência para o humor e que conseguiria fazer isso de verdade. Pensei: ‘não quero ser sempre o engraçado da turma, quero fazer isso da minha vida’”, recorda.

Ator, diretor e autor teatral, Porchat afirma que um dos maiorias benefícios do formato stand-up - método que valoriza muito o trabalho do humorista - é o contato diferenciado com o público. “Você aprende a lidar com a platéia, com o tempo da comédia, que tem toda uma mecânica de funcionamento, e a se virar sozinho, afinal você entra no palco sem cenário, figurino, sem nada; é você, seu texto e o microfone”, considera.

Quanto à peça, Porchat garante que as gargalhadas estão garantidas. “As pessoas estão reagindo muito bem, rindo do começo ao fim e embarcando completamente no espetáculo. O stand-up nunca está completo, você sempre vai aprendendo e aprimorando. Mas acredito que, com esse solo, consegui chegar em um lugar em que as piadas já estão bem lapidadas”, completa.

Além de viajar com o espetáculo, Fábio Porchat ministra cursos de stand-up comedy no Rio de Janeiro e escreve roteiros para o programa “Zorra Total”, da Rede Globo.

Dentro da primeira edição do projeto “Quinta de Graça”, o Sesc apresentou também os espetáculos “Nocaute”, com Marcelo Mansfield, e “La Putanesca”, com Ângela Dip.

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