Tribuna do Leitor

A premissa do diálogo


| Tempo de leitura: 1 min

Um dogma, uma verdade absoluta. Voltemos ao início, um retrocesso integral de valores étnicos e humanos. Como surgiu o diferencial entre certo e errado? A dúvida dualista? O Bem e o Mal? A humanidade evolui enquanto retrocede. A enchente de informações acarreta na disposição de novas idéias, de neo-ideologias e o surgimento de novos sistemas sociais-econômicos.

A mudança é um fator de extrema importância, auxilia no processo de renascimento e motivação intelectual. O fundamentalismo adere ao anti-modernismo, anti-evolução e na crença de uma verdade única exagerada. Será que não existe verdade absoluta? Nada em que se possa absolutamente acreditar? O mundo inala, sobre tudo e todos, uma grande dúvida. Não há mais o correto e o incorreto. Nos trilhos da incerteza, aquele que tiver a melhor resposta, a melhor solução referente a seu ideal garantirá a veracidade.

A civilização caminha para uma Nova Era. Épocas em que o diálogo substitui a força, a antropologia alcança um pico inimaginável e que os princípios de meio século atrás ruíram. Os pensamentos se difundem, a antropofagia exclui a necessidade de uma Ordem de Pensamento, ao qual só grandes filósofos sábios tinham o poder.

A palavra chave é adaptação. Lamarck de fato não estava tão errado. O ambiente adapta seu indivíduo. E aqueles que não substituírem suas opiniões por novas convicções que se agreguem à humanidade terão seus méritos e juízos extraviados.

Alisson Félix Goulart

Comentários

Comentários