A palavra guerra provém do germânico “werra”, que tem acepção de discórdia, combate. Já a palavra paz se origina do latim “pax”, do verbo cujo particípio é pactus, onde o pacto celebrado entre os beligerantes é cessar o estado de guerra. A etimologia das duas palavras explica o inter-relacionamento que permeia a divisão paz/guerra, na qual a guerra é o termo forte e a paz, por isso mesmo, é usualmente definida e dicionarizada como ausência de guerra.
A incapacidade dos seres de coexistir em paz é a maior causa da superioridade da guerra sobre ela. Guerra Santa? Uma nação querendo exterminar a outra para ser soberano a terra, isso pode mesmo ser chamado de santa? A conclusão a que chegamos é que para haver paz é preciso ter apenas uma nação, um pensamento, uma religião sobre a terra, país, estado ou cidade. Palestinos e israelenses, policiais e traficantes, torcidas rivais de futebol, sempre estarão em guerra para conquistar a sua paz, eliminando o outro.
Em nome da paz, fomenta-se a guerra. E o que resta após esses conflitos? Silêncio aterrador dos mortos, o choro dos mutilados e a infância perdida.
Jurandyr Luiz Carrara Neto - 17 anos - estudante