“Se a cobra quiser me morder, terá que vir à cidade, pois no mato eu não vou”, assim dizia Márcio Miranda, em suas apresentações de rádio-jornalismo em uma renomada emissora de rádio AM de nossa cidade.
Considero lamentável a sua saída incondicionada, pois são poucos os que têm a coragem de dizer a verdade e trazer à tona o que realmente acontece em nosso derredor e principalmente no meio político, pois muitos locutores preferem agir em prol do corporativismo, se comparando a vaquinhas de presépio, apenas balançando suas cabeças.
Tecendo uma breve comparação, quem não se lembra do nobre apresentador de TV Flávio Cavalcante, que ao vivo em seus programas destruía os discos de vinil, intitulados como lixos musicais que surgiam naquela época, sem qualquer receio de expor aquilo que pensava; se vivo fosse, quanto trabalho teria nos dias de hoje.
Outros Márcios Mirandas deveriam surgir por aí, em outras emissoras de rádio e televisão que têm o princípio da democracia no bojo de sua política de trabalho, dando liberdade de expressão aos seus funcionários, deixando de lado interesses pessoais, trabalhando com a imparcialidade e trazendo a informação àqueles que lhes dão audiência, nós!
Lauro Ribeiro de Freitas - RG 4.473.323