Áquila - A Itália enterrou ontem algumas das 272 vítimas do terremoto de segunda-feira em cidades medievais, enquanto equipes de resgate procuravam por eventuais sobreviventes sob os escombros em meio a tremores secundários.
Um funeral de Estado em massa vai ser realizado amanhã, na Sexta-Feira Santa, que será um dia nacional de luto, embora os dois primeiros enterros particulares tenham ocorrido ontem. O papa Bento XVI rezou pelas vítimas e disse que visitará a região em breve.
O número de mortos subiu para 272 após equipes de resgate terem retirado mais corpos dos escombros. O primeiro-ministro Silvio Berlusconi afirmou que 28.000 pessoas ficaram desabrigadas, com 17.000 vivendo atualmente em barracas e o resto em quartos gratuitos de hotéis ou com suas famílias.
Nova gafe
Ontem, Berlusconi negou que sua referência a um campo de refugiados pelo terremoto no centro da Itália como um “camping de férias” tenha sido uma gafe. “Eles têm tudo de que precisam, têm cuidados médicos, têm medicamentos à disposição, têm refeições quentes e abrigo à noite, que são provisórios. É como um fim de semana no camping e temos de achar soluções mais concretas”, disse
Segundo Berlusconi, a declaração não foi inapropriada, porque “as crianças precisam ser convidadas ao sorriso, ao otimismo e à brincadeira”. Ele disse que o objetivo é “evitar o pessimismo, o negativismo e a morte”.
Em Áquila, uma das cidades mais atingidas pelo tremor e que guarda dezenas de construções de inestimável valor artístico e histórico, Berlusconi admitiu que muitas delas estão condenadas e terão que cair para ser reerguidas. Mais de 10 mil construções foram danificadas ou destruídas na região. A reconstrução pode levar anos.
Berlusconi, que recusou ajuda humanitária internacional, disse que outros países poderão contribuir na restauração do patrimônio histórico.