Após 100 dias de mandato, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) começa uma corrida contra o tempo. Consulta popular encomendada pelo Jornal da Cidade ao Instituto de Pesquisa do Comportamento (IPC), realizada nos últimos dois dias, mostra que Rodrigo tem aprovação da população bauruense essencialmente em razão de seu prestígio e atributos pessoais. Seu desempenho pessoal teve a alta nota média de 8,6. Foi aprovado por 79% dos entrevistados (bom e ótimo 47% e regular 32%). Apenas 18% reprovam. Já na avaliação de suas ações de governo por áreas e políticas públicas, o desempenho foi considerado negativo. As áreas que receberam pior avaliação foram saúde, com média de 61,5% de reprovação; conservação de ruas e avenidas, com 59% de rejeição; obras, com 50,6% de rejeição; e lazer, com 47,9% de notas reprovadoras. De 19 itens pesquisados, em 11 o governo é reprovado (entre eles as áreas mais sensíveis ao povo) e em 8 quesitos, aprovado. A assistência médica, seja ambulatorial (núcleos de saúde) ou de urgência e emergência (prontos-socorros), setor mais sensível à população, é onde está sua maior rejeição em termos de ações de governo.
Portanto, há um claro recado da população: os bauruenses estão dando um voto de confiança ao prefeito. Mas se não houver resultados palpáveis ao final deste primeiro ano de governo, sua avaliação poderá despencar como um todo. Ou seja, os bauruenses ainda consideram prematuro reprovar o governo municipal, após pouco mais de três meses de administração, apesar de não sentir resultados ou a sinalização deles, mas esta paciência será gradualmente reduzida na proporção da inércia na resolução dos problemas mais prementes.
No quesito pesquisado de atributos pessoais e políticos de Rodrigo Agostinho, ou seja, o homem público, destacam-se, pela ordem, honestidade, responsabilidade, competência e seriedade. Nesta pergunta, Rodrigo não recebeu reprovação em nenhum dos 12 itens pesquisados.