Política

‘Ainda não estou satisfeito’, diz Rodrigo

Monise Centurion
| Tempo de leitura: 4 min

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) apresentou ontem as principais ações desenvolvidas por cada uma das secretarias, autarquias e empresas municipais na avaliação dos primeiros 100 dias de governo. Durante a exposição, demonstrou melhorias, principalmente, na área de infra-estrutura urbana, rebateu críticas e falou das crises enfrentadas pela administração. “Ainda não estou satisfeito. Queremos melhorar ainda mais.”

Uma das principais mudanças na nova administração municipal é a forma de gestão. “Tudo está sendo feito com planejamento para atender a população. A prefeitura está se reestruturando. No início do ano, nós encontramos muitos projetos parados. Posso dizer que despachei uma carreta de projetos parados ainda no mês de janeiro e que hoje estão tramitando nas mais diferentes secretarias.”

De acordo com o prefeito, Bauru está sendo reposicionada no mapa de eventos. A estratégia de desenvolvimento econômico visa atrair mais empresas, gerar mais renda para melhorar mais a infra-estrutura da cidade. Nos primeiros 100 dias, Rodrigo cobrou do seu secretariado a elaboração de projetos. “Queremos planos que tenham uma certa audácia, que vão além da criatividade, para que a gente possa mudar a cara da cidade, para que Bauru volte a atrair investimentos. É tudo isso que a cidade quer.”

Além de implementar ações econômicas para atrair empresas e gerar renda no município, a prefeitura despoluiu cerca de três quilômetros de córregos, recapeou 50 quadras de ruas se bairros como Núcleo Gasparini, Vanuíre, Edson Francisco, Vila Santa Luzia e ainda quarteirões da avenida Rodrigues Alves, e recuperou todo maquinário que apresentava problema. “O serviço de tapa-buraco não parou um só dia este ano.” A Secretaria de Obras ainda reformou galerias e limpou bocas de lobo.

Na área social, as secretarias de Educação e do Bem Estar Social implementaram ações que aumentaram o acesso da população de baixa renda a diversos programas, como o de Melhor Emprego, Bolsa Família, e melhorou ainda as condições de estudo com a reforma e construção de escolas e contratação de professores. Foram assinados 35 convênios com entidades baurenses pela Sebes e outros 31 na área de educação.

Bairros que, de acordo com Rodrigo, nunca tiveram ação da administração pública pelas secretarias de Esportes e Cultura, hoje podem participar dos projetos. Na área da Saúde, já foram protocolados projetos de implantação do Samu regional e criação de quatro Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). A pasta contratou também 28 médicos para agilizar o atendimento nas unidades básicas e diminuir as filas.

Em termos de atuação do governo estadual, o chefe do Executivo disse que só tem a agradecer. “Bauru tem hoje a Fatec, vamos ter o Ambulatório Médico de Especialidades (AME), vai ser licitada agora a avenida Nações Norte e a José Vicente Aiello, inúmeras obras viárias como acesso a Piratininga, temos o programa Melhor Caminho e a construção de três escolas estaduais. Além disso, o governo está liberando verba para o Centrinho.”

Na esfera federal, Rodrigo afirmou que os projetos estão sendo encaminhados para aprovação. “Já enviamos o projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), da interligação do Bauru 2000-Flórida, projetos de drenagem e de habitação. Estamos implementando uma série de ações para melhorar a estrutura da Secretaria de Planejamento (Seplan) para fazer os projetos e trabalhando para liberar recursos para a construção do centro de vocação tecnológica e do centro de referência do idoso.”

____________________

Crises

A exoneração de assessores da Secretaria Municipal das Administrações Regionais (Sear), a renovação do contrato do Departamento de Água e Esgoto (DAE) com os Correios, que culminou na demissão do presidente da autarquia, e ainda o impasse com a Câmara na questão do abono para ativos e inativos, foram algumas das crises enfrentadas pelo chefe do Executivo nesses primeiros 100 dias de governo.

Na avaliação do vereador Marcelo Borges (PSDB), oposição no Legislativo, Rodrigo ainda não apresentou um projeto de ações globalizadas. “Até agora, o que temos são ações isoladas.”

Para o prefeito, as críticas são vistas com tranqüilidade. “Não dá mais para a gente pensar no administrador público que enfia algo na cabeça e vai até o fim. Temos que ter acessibilidade de poder recuar, discutir, de poder avaliar. Em alguns momentos é importante recuar. Sou uma pessoa de diálogo e não tenho problema nenhum em rever as minhas posições, em rever alguns critérios, e, inclusive, decisões políticas.”

E o prefeito emenda: “Adoro receber críticas para a gente saber se a gente está errando. Seria imbecilidade da minha parte achar que eu sou o dono da razão. O que a gente quer agora é fazer com que as coisas funcionem”, finaliza Rodrigo Agostinho.

Comentários

Comentários