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HE integra rede estadual que faz cirurgia plástica reparadora em pacientes com HIV

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria do Estado da Saúde anunciou ontem uma ampliação na rede que faz cirurgias de preenchimento e de lipoaspiração em pacientes soropositivos. Serão 30 hospitais em todo o Estado de São Paulo, realizando o tratamento, dentre eles estão o Hospital Estadual de Bauru (HE) e Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu (HC).

Segundo a assessoria de imprensa do HE, o procedimento para a correção da lipoatrofia facial é realizado no local desde agosto de 2008 pelo cirurgião-plástico Aristides Augusto Palhares Neto.

A lipoatrofia é uma disfunção caracterizada pela perda de gordura periférica sofrida pelos pacientes portadores de HIV, em conseqüência dos medicamentos anti-retrovirais. Esses pacientes podem apresentar também um acumulo de gordura na região abdominal ou em outras partes do corpo. O conjunto das duas disfunções é chamado de lipodistrofia.

Segundo a médica infectologista Maristela Pastore Oliveira, a maior parte dos casos em Bauru é de lipoatrofia facial. “Acredito que cerca de 20% dos pacientes que tomam os medicamentos sofrem com a lipoatrofia”, estima.

A capacidade do HE para o preenchimento facial é de 20 pacientes por mês. No entanto, a procura é bem menor e são realizados de 7 a 10 procedimentos mensalmente. Os pacientes que precisam tratar outros tipos de lipodistrofia são encaminhados ao HC de Botucatu, que realiza cirurgias em outras partes do corpo.

Oliveira explica que os maiores benefícios do procedimento ocorrem na auto-estima do soropositivo. “O paciente que tem lipoatrofia está com a doença controlada, mas olha no espelho e não se reconhece. Vê uma pessoa emagrecida, que representa o estereótipo da doença que se tinha há algumas décadas. Por isso, muitas vezes, o paciente desiste do tratamento achando que, sem os remédios irá engordar novamente, o que não ocorre. Essa cirurgia resolve isso. É a chance das pessoas voltar a ficar feliz com elas mesmas”, salienta.

O Brasil é o primeiro país a oferecer gratuitamente procedimentos reparadores para doentes de Aids. A assesssoria do HE informa que os pacientes interessados na cirurgia devem primeiro procurar a rede básica de saúde e fazer avaliação com um médico.

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