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A poluição limpa

Newton Pina
| Tempo de leitura: 2 min

Às vezes, sinto que me é latente o inconformismo, ao perceber que as pessoas aceitam, sem quaisquer questionamentos, as soluções que lhes são apresentadas ou impostas, pelos nossos governantes, como se soubessem o que estão fazendo, na tentativa de remediar décadas de sucessivos impactos desrespeitosos ao Meio Ambiente.

Fala-se muito, ultimamente, em “energia limpa renovável”, como fonte de combate à “poluição”, e consequente aquecimento global.

Você sabia que por traz de toda essa “energia” antecede um desequilíbrio ambiental com efeitos permanentes, mesmo sendo “limpa e renovável?”.

Para que eu possa explicar esse assunto, preciso esclarecer sobre o verdadeiro significado da palavra poluição.

Ela tem sua origem no latin (polluere), que significa manchar, macular ou profanar um “ambiente santificado”, um “Templo Sagrado”; ou seja, possui um sentido religioso.

Nesse sentido, a palavra não deve ser interpretada como sinônima de sujeira, como, erroneamente, é interpretada até hoje.

A expressão “poluição sonora” e “poluição visual” traduzem o seu verdadeiro sentido; cujo barulho e imagem excessivos causam danos prejudiciais à integridade física e psíquica do corpo humano, um “templo sagrado” que se constitui de um “ecossistema biológico individual”.

Esse foi um dos motivos que me levou a criar a expressão “poluição limpa”, que, em diversas situações, pode apresentar lesões gravíssimas, até mesmo perpétuas ao Meio Ambiente.

A grande maioria das pessoas entende que a Natureza (Meio Ambiente) é fruto da criação de “Deus”; portanto, no momento em que alteramos um ecossistema nativo, por qualquer outro natural-artificializado, seja aquático ou terrestre, estamos contribuindo para a “poluição limpa”; pois essa alteração profana um “Templo Sagrado”, ou seja, altera um ecossistema criado pela própria natureza.

As maiores fontes dessa modalidade de poluição são: hidrelétricas, desmatamentos, falsos reflorestamentos, latifúndios de monocultura ou pastagens, urbanização, etc.

Logicamente, não posso deixar de observar as necessidades humanas; contudo, também não posso deixar de observar que essas necessidades não podem ultrapassar o limite da própria natureza.

Nesse sentido, entendo que a “poluição limpa” pode até ajudar em relação à emissão de gases nocivos ao meio ambiente, mas, o seu excesso desencadeará outras catástrofes tão gravosas quanto, como a aceleração no processo de desertificação, poluição das águas, assoreamento dos rios com a extração da mata ciliar, alteração do ciclo das estações, extinção de vários animais e plantas pertencentes a um determinado ecossistema, o próprio auxílio para o aquecimento global, etc.

Diante do exposto, posso garantir-lhes que conheço a solução desse problema. Contudo, deixo alguns questionamentos que norteiam a reflexão dessa solução:

- Qual é o nº de habitantes (capacidade demográfica) que o espaço territorial desse Planeta pode suportar?

- O crescimento econômico é compatível com a preservação ambiental?

- Os direitos humanos estão realmente em primeiro lugar?

O autor, Newton Pina, é cientista jurídico criador do Biodireito Universal - e-mail: newpina@ig.com.br

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