Internacional

Japão amplia sanções à Coréia do Norte


| Tempo de leitura: 3 min

Tóquio - O governo japonês decidiu ontem aumentar suas sanções sobre a Coréia do Norte em resposta ao lançamento, no último dia 4, de um foguete de longo alcance pelo regime comunista - e que Tóquio diz ser disfarce para testar um míssil. As sanções serão mais rígidas, principalmente no controle das transferências financeiras entre os dois países. O governo do Japão quer ser informado quando forem enviadas remessas de dinheiro para a Coréia do Norte a partir de 10 milhões de ienes (US$ 99.473), limite antes estabelecido em 30 milhões de ienes (US$ 298.478).

Além disso, as novas sanções prevêem que quem viajar para a Coréia do Norte a partir Japão deve informar as autoridades japonesas se levam mais de 300 mil ienes (US$ 2.985). Antes, isto era obrigatório apenas a partir de 1 milhão de ienes (US$ 9.953).

O governo japonês também decidiu que prorrogará por um ano suas atuais sanções ao regime comunista, em lugar dos seis meses antes vigentes. O Japão impôs sanções econômicas contra Coréia do Norte depois do fracassado teste nuclear realizado pelo regime comunista em outubro de 2006.

Essas sanções proíbem a importação de produtos norte-coreanos por parte do Japão, assim como as exportações de muitos produtos japoneses a Coréia do Norte e a entrada em águas territoriais japonesas dos navios de bandeira norte-coreana. Também não é permitida a entrada no Japão dos cidadãos da Coreia do Norte, exceto os que já residem em terras japonesas, nem a exportação de bens de luxo ao regime comunista.

Apesar das medidas tomadas, o governo japonês desprezou sua ideia inicial de impor um embargo total sobre as exportações para a Coreia do Norte.

As autoridades japonesas decidiram não seguir adiante com esta medida ao considerar que sua efetividade seria limitada, já que o valor das exportações para o regime comunista está na casa das centenas de milhões de ienes.

O Japão anunciou ainda que considera o lançamento do foguete de longo alcance pela Coreia do Norte como parte de um programa de mísseis balísticos.

“Como não houve nenhum satélite, apesar do anúncio da Coreia do Norte, o Japão determinou que [o lançamento] estava relacionado com um projeto para um míssil balístico”, disse o porta-voz do governo japonês, Takeo Kawamura, citado pela Kyodo.

As declarações do porta-voz coincidiram com os esforços do Japão para conseguir que o Conselho de Segurança das Nações Unidas adote uma nova resolução em resposta ao lançamento norte-coreano.

Kawamura disse que o Japão não acredita que o lançamento tivesse como objetivo pôr em órbita um satélite de comunicações, como alega o regime comunista, porque não foram detectadas as ondas de rádio que o suposto satélite teria de transmitir.

O porta-voz japonês insistiu em que “está claro que este lançamento viola as resoluções 1718 e 1695 do Conselho”, que exige que Pyongyang abandone os testes de armas nucleares e com mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse armamento.

O ministro afirmou que, apesar de as investigações sobre o lançamento norte-coreano continuarem, a tecnologia utilizada pelo regime comunista é compatível com a necessária para lançar um míssil do tipo balístico.

Comentários

Comentários