Enquanto a indústria lamenta o excesso de feriados prolongados neste ano, o comércio só tem a comemorar. Para as fábricas, dias oficiais de descanso representam máquinas ociosas, encomendas paralisadas e mais gastos com folha de pagamento. Já para as lojas, feriado é sinônimo de cidade repleta de visitantes dispostos a injetar boas somas em dinheiro na economia local.
“Nos períodos em que os pedidos estão em alta, o empresário não tem como paralisar a produção. Precisa então pagar horas extras aos funcionários. Algumas companhias chegam a ter acréscimos de até 30% nos gastos com mão-de-obra, e esses gastos não podem ser repassados ao consumidor”, pondera o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru, Domingos Malandrino.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, lembra que os feriados prolongados trazem boas perspectivas para as lojas da cidade. “Para o comércio, feriados prolongados são ótimos. A cidade recebe inúmeros visitantes dispostos a consumir em nossas lojas”, argumenta.