Gabriel Giglioti de Olveira é só alegria. Em meio a mesas, cadeiras e fornecedores, ele “distribui” sorrisos quando fala da lanchonete que abriu há um ano e dez meses na parte da frente de sua casa, no Parque Vista Alegre.
“Deus ajudou e conseguimos abrir a lanchonete. Temos mais de 40 tipos de espetinho, sucos, lanches. Abro às 8 horas da noite e não tenho hora para fechar. Às sextas e sábados isso aqui lota. Minha mãe, minha namorada, todo mundo ajuda”, se empolga Gabriel.
Olhando da rua, nem parece que há uma casa atrás do estabelecimento, graças ao portão de correr que separa residência e loja. Para o proprietário, é tudo assim, bem separado. “Enquanto estou trabalhando, ‘dou o sangue’ aqui no serviço. Depois, quando fecho a lanchonete, aí acabou. Esqueço de tudo e vou fazer outras coisas. Não acho que seja difícil separar o trabalho da casa”, conta.
A mãe dele, Luiza Giglioti de Oliveira, apóia e ajuda nos negócios, mas não acha que a separação seja tão simples assim. “Perdi a minha área de serviço. Ela virou depósito de bebidas e de cadeiras. Para entrar em casa, tenho que passar no meio de um monte de coisas”, reclama.
Gabriel entende o lado da mãe, mas por enquanto só vê vantagens no empreendimento. “A gente economiza tempo. Pode acordar e já está no serviço. Quando termina, toma banho e está em casa. Não vejo desvantagens”, diz.