Internacional

Conselho de Segurança chega a acordo sobre punição à Coréia


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Tailândia - Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China) e o Japão chegaram ontem a um acordo sobre a declaração do órgão contra o lançamento de um foguete de longo alcance pela Coréia do Norte, que ocorreu domingo. O projeto de declaração condena os norte-coreanos pela manobra, dizendo que ela violou uma resolução anterior do próprio Conselho de Segurança que proíbe testes nucleares e de mísseis balísticos por Pyongyang.

Além disso, o documento ainda chama a ONU para tomar medidas que imponham as sanções já existentes sobre a Coréia do Norte. O documento está sendo repassado para os outros nove membros rotativos do Conselho de Segurança para que também possa ser aprovado por eles. Porém, o documento será divulgado de qualquer maneira, já que apenas os membros permanentes possuem poder de veto.

Segundo os norte-coreanos, o foguete lançado no domingo transportava um satélite de comunicações e não era teste de míssil balístico disfarçado, como acusam países vizinhos e as potências ocidentais.

Japão

Ontem, o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, já havia dito que seu país se aproximava de um acordo com a China sobre a resposta do Conselho de Segurança em relação ao lançamento do foguete norte-coreano.Os chineses relutam em agir mais duramente com a Coréia do Norte por ser uma das poucas nações que defendem o regime do ditador Kim Jong-il, que lidera o país desde a morte de seu pai, o general Kim Il-sung.

O regime comunista chinês é o principal parceiro comercial da também comunista Coréia do Norte e, junto com a Rússia - onde o regime comunista caiu em 1991-, esteve ao lado do país na luta contra a Coréia do Sul e a Força da ONU liderada pelos EUA na Guerra da Coréia (1950-1953).

Aso se reuniu com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e com o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, no resort de Pattaya, na Tailândia, onde ocorreria a reunião de cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), cancelada diante das manifestações contra o governo tailandês. “Acredito que os pensamentos dos nossos três países convergiram em grau considerável sobre a mensagem que o Conselho de Segurança deve enviar, não importa formato”, disse Aso.

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