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Bons hábitos para sua ferinha

Fábio Brito
| Tempo de leitura: 4 min

Seu filhote canino é um pouco rebelde, do tipo que morde móveis, plantas, brinquedos, roupas e ainda late sem parar? Observar algumas características e ter cuidados antes de comprar, como a escolha da raça certa, espaço adequado e companhia, podem fazer a diferença entre manter, ou não, a harmonia no novo lar. Além de carinho e compreensão, adestradores e dogwalkers (profissionais que passeiam com os cães) podem resolver grande parte dos problemas de disciplina dos animais. Por isso, diga ao papai ou à mamãe que eles devem procurar orientação especializada para manter a harmonia entre vocês e seu cãozinho!

“Quando o filhote for levado para casa, é importante procurar a orientação de um especialista em comportamento, pois é nos primeiros momentos da chegada do filhote que deve ser iniciado o processo de educação. Ele irá aprender as regras do novo ambiente, como e onde fazer xixi, quais são seus brinquedos, a não destruir objetos e plantas da casa e a saber quem é o chefe da matilha”, explica o consultor comportamental e adestrador Jorge Pereira.

“Comece pela educação de ambiente, no local que será definido como banheiro. Escolha uma área de aproximadamente um metro quadrado e forre com tapetes higiênicos O ideal é que o filhote seja colocado assim que acabar de comer e não consiga sair sem a sua ajuda enquanto não usar o banheiro”, completa.

Mania de destruição

Outra situação que requer muito cuidado é quando os pets começam a destruir tudo. “Mesmo escondendo todos os objetos da casa, eles sempre conseguem achar algo, e é sempre algo muito importante para a gente; parece que eles escolhem! Nesse momento, devem ser introduzidos os brinquedos para distração e enriquecimento psicológico, porque eles precisam descarregar as energias, coçar os novos dentinhos ou, às vezes, estão simplesmente entediados”, alerta Pereira.

Nesses casos, é possível utilizar brinquedos como o “Toing”, em que você coloca biscoitos ou petiscos. A dificuldade em conseguir pegar o alimento vai tomar uma boa dose de tempo do filhote.

Passado o período de vacinação, é possível contratar um adestrador para treinar seu animal a obedecê-lo. “O filhote, com cerca de 4 meses, já começa a passear e é quando já podemos ensinar comandos básicos de obediência. Em uma aula, o cão já aprende a sentar, por exemplo”, explica Pereira.

Um bom adestrador, segundo ele, cobra cerca de R$ 400,00 mensais, por duas aulas semanais. Com seis meses de aula, o cão completa o curso básico de obediência. Para deixar o amigão ainda mais feliz, você poderá levá-lo para passear todos os dias Se não puder, pense em contratar um dogwalker. O bicho ficará menos estressado e bagunceiro.

Castração

Um novo método de castração para cães machos, lançado pelo Centro de Planejamento de Natalidade Animal (CPNA), parece ser a solução para resolver uma batalha antiga travada pelas prefeituras e ONGs protetores de animais: a matança nos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) para conter a superpopulação de cães abandonados. Uma injeção à base de derivado de zinco, chamada Infertile (www.infertile.com.br), aplicada nos dois testículos do cão, faz com que haja a destruição das células que produzem os espermatozoides, tornando-o infértil.

O produto para a esterilização química passou por seis anos de estudos e tem grandes vantagens em relação à intervenção cirúrgica, a orquiectomia – procedimento mais comum na castração, que consiste na retirada dos testículos da bolsa escrotal do animal.

“Estamos apresentando Infertile como uma alternativa à esterilização cirúrgica, entendendo que a reprodução descontrolada é um problema mundial, somente contida até o momento com a castração cirúrgica e o sacrifício”, explica Maria José Simões de Freitas, médica veterinária e diretora do CPNA, instituição com sede em São Paulo focada na realização de campanhas de esterilização e vacinação de pequenos animais.

Além de ser a castração mais rápida realizada (dez vezes a mais do que a retirada dos testículos), a aplicação do produto não necessita de preparos pré ou pós-operatórios, como jejum, esterilização do ambiente, utilização de anestesias, analgésicos ou tranqüilizantes. O seu custo nas clínicas veterinárias também deverá ser bem menor, cerca de 20% do valor de uma castração convencional, próximo a R$ 40,00. Para as ONGs esse preço deve ser ainda mais baixo, cerca de R$ 10,00.

Segundo o veterinário, testes feitos com grupos de cães comprovam que Infertile apresenta 99,6% de eficácia com a aplicação de duas doses, além de diminuir em 50% a libido do animal.

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