Política

Trajetória política começou em 64

Monise Centurion
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A trajetória política do deputado federal João Herrmann Neto (PDT) teve início em 1964, em plena efervescência do movimento militar, que o colocou nas fileiras de oposição ao regime autoritário ainda quando cursava a Escola Superior da Universidade de São Paulo (USP). O parlamentar tornou-se presidente do Centro Acadêmico no biênio 67/68.

Nessa época, Herrmann filiou-se ao único partido consentido de oposição, MDB, onde começou sua carreira política ao lado de Francisco Antonio Coelho, Pacheco Chaves e Mário Covas. Em 1976 foi eleito prefeito de Piracicaba pelo MDB. Como deputado federal teve cinco legislaturas. A última foi assumida neste ano com a vaga deixada pelo deputado Reinaldo Nogueira (PDT), eleito prefeito de Indaiatuba. O parlamentar foi filiado ao MDB, PSB, PPS e, por último, ao PDT.

O deputado era o principal articulador político para o fortalecimento do nome do prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao governo do Estado de São Paulo. Formado pela USP em agronomia, fez pós-graduação em Relações Internacionais e cursos de extensão em Planejamento e Desenvolvimento Regional no Tennessee Valley Authority, Estados Unidos.

No cenário internacional, Herrmann se destacou pela luta contra o Apartheid na África do Sul, pelo território brasileiro da Antártica, pela redemocratização no Peru com a vitória de Alejandro Toledo e a ousada incursão no plebiscito do Timor Leste, o mais novo país de língua portuguesa, onde participou também do processo de elaboração da 1.ª Constituição do País.

Chiarelli assume vaga

O suplente Fernando Chiarelli (PDT), de Ribeirão Preto, deverá assumir a vaga de João Herrmann Neto nesta semana. Polêmico e crítico de quase todos os rivais políticos de Ribeirão, Chiarelli poderá se tornar uma figura não grata na Câmara dos Deputados, pois é quase impossível segurar sua língua afiada quando toma uma posição. Até no próprio partido tentaram afastá-lo da possibilidade de ser empossado, caso Paulo Pereira da Silva fosse cassado no final de 2008, acusado de envolvimento em esquema de desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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