Entrelinhas

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Da Redação
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• Páscoa de luto

O domingo de Páscoa foi trágico na política brasileira. O País perdeu dois deputados federais, um deles João Herrmann Neto (PDT), que havia fixado domicílio eleitoral em Bauru. O outro é Carlos Wilson (PT-PE), que morreu em Recife após ter sido internado para tentar debelar um câncer. Wilson foi presidente da Infraero no primeiro governo de Lula, quando ainda estava no PTB.

• Edema pulmonar

Herrmann morreu devido a um edema pulmonar agudo, motivado, provavelmente, por um choque térmico, na madrugada de ontem, enquanto descansava em sua fazenda, em Presidente Alves. Sua morte chocou familiares, amigos e políticos de Bauru, Piracicaba e Campinas, cidade onde nasceu e será enterrado, na manhã de hoje. Herrmann esbanjava vitalidade.

• Presidente lamenta

O presidente Lula divulgou ontem notas de pesar pelas mortes dos deputados João Herrmann e Carlos Wilson. O presidente destacou que a despedida de ambos representa uma perda para a política brasileira. O presidente chama Herrmann de companheiro e amigo. Afirma que o pedetista deixou sua ousadia e disposição de luta como marcas para a política nacional.

• Rodrigo presente

O enterro de Herrmann será às 10h de hoje, no cemitério Parque Flamboyant, em Campinas O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e o vereador Fabiano Mariano (PDT) participarão do enterro, o parlamentar como representante oficial da Câmara Municipal de Bauru, que terá sessão normalmente hoje, a partir das 14h, enlutada.

• Emenda esvaziada

Perdeu força neste final de semana a idéia de protocolar uma emenda ao projeto de lei da prefeitura que reajusta os salários dos servidores igualando os abonos dos ativos com o mesmo benefício dos aposentados. Há fortes resistências entre parlamentares, que sabem tratar-se de um ato inconstitucional, uma vez que a Câmara não pode legislar sobre matéria financeira desta natureza. A prudência parece imperar.

• Amanhã na Comissão

Nesta terça-feira, a Comissão de Justiça da Casa, presidida pelo vereador Marcelo Borges (PSDB), analisará o novo projeto de lei sobre os salários protocolado quinta-feira pela prefeitura no lugar do anterior, que continha muitas falhas. Da primeira vez, o vereador José Roberto Segalla (DEM) deu pela ilegalidade daquela versão.

• O alto preço da folha

A Caixa Econômica Federal (CEF) está muito próxima de fechar um contrato com a prefeitura para ficar com a folha de pagamento dos mais de 5 mil funcionários municipais que, assim, teriam de trocar de banco para receber seus vencimentos, hoje no Banco do Brasil, que também está na briga. A proposta da CEF é de pouco mais de R$ 15 milhões, praticamente irrecusável pela prefeitura.

• Disputa de respeito

Extra-oficialmente, o Banco do Brasil (BB) teria chegado ao valor de 12,5 milhões, aproximadamente. Porém, após a compra da Nossa Caixa pelo BB, a Caixa Federal tem feito uma política agressiva de aquisições para não se distanciar no ranking das maiores instituições bancárias. Caberá ao prefeito Rodrigo Agostinho a decisão.

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