Polícia

Dos 26 presos na operação caça-níquel da PF, só um segue detido

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Das 26 pessoas presas pela Polícia Federal (PF) durante a operação caça-níquel, realizada há 15 dias em Bauru e região, apenas uma permanece detida. Num processo referente à exploração do esquema de jogo de azar, a Justiça Federal de Jaú expediu 33 mandados de prisão contra civis, investigadores, um agente policial e um policial militar. Do total, sete não foram encontrados.

Já dos 26, continua preso apenas o sargento Denizar Rival Lazieiro (morador em Mineiros do Tietê, mas lotado em Jaú). Os empresários Sandro São José e Izac Pavani, de Bauru, foram liberados ontem à tarde após a Justiça conceder relaxamento da prisão.

O advogado Rubens Firmino de Moraes, que juntamente com Ronaldo Moraes do Carmo defendeu os dois, confirma que Sandro já trabalhou com máquinas dessa natureza, quando a utilização delas era autorizada por liminares da Justiça Federal. “Depois, ficou ilegal e ele foi substituindo, transformando em videogame, fliperama, máquinas de música. Izac só faz a manutenção das máquinas”, explica.

A operação foi desencadeada após um ano de investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP), núcleo de Bauru, da Procuradoria da República em Jaú, e da Polícia Federal de Bauru. Com base no trabalho foram denunciados 52 réus, inclusive o ex-diretor Departamento de Polícia Judiciária - 4 (Deinter-4), Roberto de Mello Annibal, e o então delegado seccional de Jaú, Antônio Carlos Piccino Filho.

Eles tiveram a prisão preventiva solicitada, mas o juiz da 1.ª Vara Federal da Justiça Federal de Jaú, Rodrigo Zacharias, indeferiu as solicitações. O magistrado, no entanto, decretou que o seccional de Jaú deixasse o cargo. Ele entrou em férias e amanhã deverá apresentar-se ao Deinter-4, onde passará a trabalhar, caso não decida entrar em licença-prêmio. Também voltaram a dar expediente os investigadores de Jaú Richard Montovanelli, Danilo Sérgio Grillo, João Luiz Aurélio Calado e João Geraldo de Almeida França.

Eles estiveram presos por conta da operação. Depois de afastados das funções, a prisão foi revogada e voltaram a trabalhar administrativamente. A realocação deles vem sendo estudada pelo delegado seccional de Ourinhos, Luís Fernando Quinteiro de Souza - que assumiu temporariamente a Seccional de Jaú, acumulando função. Na próxima sexta-feira, voltará a ficar apenas com Ourinhos. Será substituído por Roberto Cardoso de Mello Tucunduva Filho, que virá de Assis para permanecer no cargo. A reportagem não encontrou o advogado do policial militar e a família, ainda muito abalada, preferiu não comentar o caso.

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