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2% dos professores terão problemas com a voz

Maíra Soares
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje, quando se celebra o Dia Mundial da Voz, a Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) tem uma notícia não muito boa para os professores. Segundo levantamento da instituição, cerca de 2% dos professores do País terão problemas com a voz até 2012 e precisarão de se afastar das funções.

Os problemas de voz entre os professores são ocasionados por falta de aquecimento vocal ou excesso de estresse na sala de aula. Alunos desobedientes, salas lotadas e carga horária extensa exigem muito da voz. Maria Ester dos Santos Polido, docente da rede estadual há 20 anos, sente na pele as dificuldades. “Nunca tive que fazer cirurgia, mas, às vezes, fico afônica ou rouca. Principalmente quando o tempo está seco ou quando tenho que usar mais a voz para impor a disciplina na sala”, conta.

A fonoaudióloga e professora da Universidade de São Paulo, Lídia Teles, explica que problemas vocais ocorrem, principalmente, pelo mau uso da voz. “Qualquer pessoa pode ter problema com a voz e não só quem a usa para trabalhar.”

Teles dá dicas para preservar a qualidade da voz. “A voz faz parte do ser humano, então, em primeiro lugar, as pessoas devem cuidar da saúde como um todo. Tomar bastante água, evitar o fumo e o álcool, dormir bem e fazer uma refeição leve antes do uso da voz ajudam a manter as cordas vocais em ordem”.

Polido já está por dentro das dicas. “Quando a sala de aula está muito bagunçada, eu procuro me controlar. Tento falar mais baixo, beber bastante água e comer maçã e faço exercícios que a fonaudióloga da escola ensinou”, diz.

Aquecer a voz é muito importante, segundo Teles. “Assim como os atletas fazem aquecimento, o profissional que usa a voz deve fazer exercícios. Mas esse aquecimento vocal deve ser feito com ajuda profissional”. Segundo a ABLV, os problemas mais comuns na laringe, onde estão as cordas vocais, são laringite, nódulos e cistos. Entre as doenças mais raras está o câncer de laringe, que até 1999 vitimava 15 mil brasileiros, sendo 8 mil casos fatais.

Maçã

Considerada o tradicional presente do aluno para o professor, a maçã é mais do que um agrado. A fonoaudióloga explica que a fruta ajuda no processo da fala. “A maçã contém fibras que colaboram na digestão, tem efeito adstringente que fluidifica a saliva e colabora para lubrificar as cordas vocais. O esforço feito na mastigação fortalece e alonga a musculatura da bochecha, dos lábios e da língua”, diz.

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