Turismo

Praia do Francês

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Localizada na Região das Lagoas, Marechal Deodoro tem hoje uma população em torno de 45 mil habitantes. E é um lugar realmente privilegiado. Tanto pelo patrimônio arquitetônico centrado em igrejas seculares, convento, museu, casario colonial e outros monumentos, quanto por belezas naturais: detentora da maior ilha lacustre do Brasil (a de Santa Rita) e da Praia do Francês, conhecida por sua beleza até no Exterior.

Existem várias versões para o nome “Praia do Francês”. Uma delas é a de que na época em que o Brasil era colônia de Portugal, os índios caetés negociavanm secretamente com os franceses, trocando madeira e especiarias por bebida e “novidades” trazidas da Europa.

Um dia, duas naus portuguesas encurralaram um barco francês entre os arrecifes e a praia. A tripulação francesa foi enterrada na praia, com areia até o pescoço. Eles morreram afogados quando a maré subiu. Desde então o lugar passou a chamar-se Praia dos Franceses. E com o tempo, Praia do Francês.

As rendas e o artesanato

Marechal também é famosa por seu rico artesanato, composto por filés, labirinto, pela rica gastronomia e pela musicalidade a cargo de orquestras e bandas de pífanos.

Trata-se de uma localidade peculiar, de hábitos preservados, como a televisão no meio da pracinha que reúne moradores todo fim de tarde. E a bandinha impecavelmente trajada que ainda hoje se apresenta em dias de festa, deixando tudo ainda mais especial.

Como no dia 14 de março, quando recepcionou jornalistas de todo o Brasil, convidados pela revista Turismo & Negócios para a festa do Troféu Lagoa Mar 2009, organizada pelo editor da revista, Antonio Noya.

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Gastronomia em Massagueira

Como se vê, muitas são as surpresas de Marechal Deodoro para os visitantes. E isso passa por uma das gastronomias mais saborosas do Nordeste. Não deixe de conhecer o povoado de Massagueira, considerado o maior centro gastronômico de Alagoas. Lá, há restaurantes imperdíveis.

Com pratos fartos e preço justo. Farte-se com pescados fresquinhos, camarão, maçunin, sururu, caranguejo e os mais variados sucos de frutas nativas.

E com as sobremesas de Marechal que incluem doces variados, incluindo, claro, as famosas cocadas da região.

Filé, renda, labirinto

Dentro da cidade ou do outro lado, em Pontal da Barra, os visitantes podem adquirir peças lindíssimas do artesanato alagoano. Que incluem toalhas e outras peças em filé, labirinto, rendendê, ponto de cruz e renascença.

É fácil chegar ao Pontal da Barra. Para chegar a esse lugar bucólico, reduto das rendeiras alagoanas, basta atravessar a Lagoa de escuna. Você não se arrependerá!

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O espetáculo do museu

Turistas, população, historiadores e intelectuais estão aguardando com ansiedade a entrega do complexo franciscano restaurado ainda para este ano. A arquitetura do Museu de Arte Sacra ocupa destaque especial, assim como seu acervo. Atente para o tamanho dos degraus da escadaria (de areia e óleo de baleia) que leva às salas de exposição. Detalhes que impressionam mesmo encobertos por uma camada de pó por conta das obras.

A partir da reinauguração, os visitantes poderão ter acesso a um rico mobiliário que passa por oratórios, banquinhos e móveis do século 19. Muitos objetos procedentes de igrejas de Maceió e do Interior do Estado que se somam a doações particulares.

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Estilo colonial português

A cidade que nasceu e cresceu em torno da Lagoa Manguaba foi toda edificada em estilo colonial português. Igrejas centenárias, prédios imponentes, pracinhas, casarios coloridos são um convite para boas fotos.

Marechal conta com um valioso Complexo Franciscano que envolve igrejas e museu. A arquitetura do Museu de Arte Sacra, que passa por um minucioso trabalho de restauração, por si só já vale uma esticadinha de Maceió (coisa de meia hora). O tamanho dos degraus da escadaria (de areia e óleo de baleia) que leva às salas de exposição, impressiona.

Assim que as obras terminarem, o turista poderá desfrutar de seu rico acervo. Incluindo peças em ouro, prata, madeira policramada e o barroco dos séculos 17, 18 e 19.

Destaque para obras-primas como o Cristo Cruxificado e o Cristo Morto, do século 18. A coleção de esculturas cristãs exibe verdadeiras preciosidades, como as imagens dos santos-de-roca - bonecos que têm o rosto esculpido e cujo corpo é uma estrutura de madeira coberta por roupas -, da qual Nossa Senhora do Rosário ganhou uma representação.

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