Polícia

Após denúncias, eleição do Sindicato da Saúde é anulada

Por Ieda Rodrigues | Colaborou Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Após um dia inteiro de votação e denúncias mútuas de ambas as chapas concorrentes, inclusive com registro de boletim de ocorrência, a eleição para diretoria do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru (Seessb) foi cancelada. Ao final do pleito, já à noite, como as chapas de situação e oposição pediram impugnação, Edson Laércio de Oliveira, presidente da Federação dos Trabalhadores na Saúde que presidia a mesa diretora da eleição, decidiu pela anulação do processo. Os votos, sem serem apurados, foram queimados na frente de representantes das duas chapas.

Antes da incineração dos votos, Oliveira reuniu-se com a comissão eleitoral, composta por representantes das duas chapas, que concordou com a anulação do processo. Uma nova eleição foi marcada para o próximo dia 6, informa a assessoria de imprensa do sindicato.

A decisão atende a solicitação de ambas as chapas, segundo o JC apurou. O sindicato tem cerca de mil funcionários de estabelecimentos particulares de saúde sindicalizados.

Desde a manhã, o dia ontem foi tenso no sindicato, onde havia urna fixa e nos hospitais que receberam urna itinerante. Hostilidades entre as chapas chegaram a motivar intervenção policial em dois episódios.

Num deles, registrado no Hospital Estadual, onde havia urna eleitoral, uma representante do sindicato chegou a registrar boletim de ocorrência, lavrado junto à Polícia Civil, em que acusa membro de uma das chapas do crime de calúnia.

Denúncias

Entre as denúncias feitas pelas duas chapas, estão nepotismo e impedimento de fiscalização da eleição. Já na sede do sindicato, na rua Rio Branco, 14-4, policiais militares precisaram intervir em um princípio de confusão, formado na porta da instituição, novamente, por desentendimentos entre as duas chapas concorrentes.

O que contribuiu para o aquecimento dos ânimos entre as chapas é a volta da concorrência entre dois blocos distintos.

Há cerca de duas décadas que a direção do sindicato, presidido no período por Marilsa Sales Braga, era pleiteada e, conseqüentemente vencida, por chapa única.

Para a eleição que foi anulada, Marilsa não integrava nenhuma das chapas. A chapa 1, de situação, tinha Vera Salvadio como candidata a presidente. A chapa 2, de oposição, era encabeçada por Carlos Alberto Segura, atual vice-presidente do sindicado.

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