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Há 14 anos, tragédia semelhante matou médico e seus dois filhos

Márcia Duran
| Tempo de leitura: 1 min

Era 1 de maio de 1995, um domingo, quando uma tragédia semelhante a que ocorreu anteontem, com a morte de dois bombeiros e um pedreiro, abalou Bauru. Quatro pessoas morreram, três delas da mesma família, durante a manutenção de um poço, no Haras Três Irmãos, na Bauru-Piratininga.

As vítimas foram o médico Salvador de Almeida, na época com 57 anos, e dois filhos dele, o também médico Carlos Henrique de Almeida, 29 anos, e o dentista Marcelo de Almeida, 27 anos. O funcionário do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru Benedito Ribeiro, 48 anos, foi a quarta vítima da tragédia.

Segundo reportagem publicada pelo JC, todos morreram intoxicados por monóxido de carbono seguido de asfixia mecânica na água do poço, que tinha 18 metros de profundidade.

Na época, os bombeiros informaram à reportagem que o motor da bomba liberou monóxido de carbono. O gás ocupa o lugar do oxigênio e provoca sonolência. Em acidentes desse tipo, como o gás não tem cheiro característico, primeiro as vítimas ficam sonolentas e depois se intoxicam.

Com o auxílio de uma corda, Ribeiro desceu para fazer a limpeza do poço na propriedade de Salvador. Como ele demorou a retornar, o médico entrou no poço para verificar o que estava acontecendo e também não voltou.

Uma outra pessoa que acompanhava o serviço, chamou os filhos do médico, Carlos Henrique e Marcelo. Primeiro, Marcelo desceu e amarrou o corpo do pai com uma corda e Carlos Henrique o puxou, foi quando percebeu que o tom de voz do irmão estava diminuindo. Ele, então, desceu para socorrê-lo e também não conseguiu voltar.

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