“Tudo que acontece na vida tem um momento e um destino.” A frase faz parte da música “Do seu lado”, composta por Nando Reis e que fez muito sucesso com a banda Jota Quest. Na opinião do casal Vinícius Pereira dos Santos e Liliane Sayudi Adachi dos Santos, ela resume o que aconteceu na vida dos dois. Tanto que ela fez parte da “trilha sonora” do casamento deles. Mas até chegar ao altar, eles tiveram vários encontros, desencontros e um único e arrebatador reencontro.
Aliás, a música teve participação decisiva no destino do casal. Isso porque o reencontro deles, depois de dois anos sem se ver, aconteceu em um show dos Mamonas Assassinas em Bauru, em 1995. O local do show estava lotado. Liliane, como uma legítima representante do povo oriental, tem baixa estatura e estava enfrentando certa dificuldade para assistir à apresentação.
Foi quando ela encontrou o antigo companheiro de sala de aula. Como ele tinha uma visão mais privilegiada do show, decidiu ficar, ou seja, uniu o útil ao agradável. Ao mesmo tempo que matava a saudade do colega de anos atrás, podia assistir à apresentação de um ângulo mais favorável.
Mas ao contrário de antigamente, a conversa entre os dois incorporava um novo ingrediente: a atração. Algo estava diferente entre eles. Não estavam mais se olhando como colegas. Até que um beijo selou o reencontro dos dois. Ao fundo, a banda tocava “Pelados em Santos”, um de seus grandes sucessos, que até hoje é citada com muito carinho pelo casal, e também fez parte da “trilha sonora” do casamento deles.
Na época da show, ambos estavam com 15 anos. Segundo Liliane, era a primeira vez que o pai deixava ela sair de casa à noite. Nesse dia, chegou em casa por volta das 7h. Resultado: como castigo, ficou um bom tempo sem poder sair novamente. Mas sua primeira e única saída, até então, já havia dado resultado.
Vinícius e Liliane se apaixonaram, a paixão se transformou em amor e em 2005, ou seja, dez anos após o reencontro durante o show do Mamonas, casaram-se. Hoje, vivem felizes. Não dá para dizer que viveram felizes para sempre, como nos filmes, mas a história caminha para isso.
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‘O tempo só fortaleceu o que eu sentia por ele’
José Luís de Oliveira Manduca namorou muito. Não era assim um Don Juan DeMarco, considerado o maior amante do mundo, mas conquistou vários corações, inclusive o de Sueli Teixeira. Quando ele a pediu em namoro, embora gostasse dele, Sueli ficou desconfiada. Como o garoto havia tido várias namoradas, ela estava com medo de aceitar e ser apenas mais uma na lista dele. Na dúvida, aceitou.
Tal como uma aranha que tece sua teia com perfeição, Sueli prendeu Manduca de tal forma que ele encerrou a carreira de conquistador e passou a “jogar” só para ela. Mas até conseguir trazer o “bonitão” para sua armadilha, Sueli teve de esperar muitos anos.
Eles se conheceram quando ainda eram crianças e estavam na 2ª série do Grupo Escolar da Vila Giunta. Quando chegaram à 4ª série “pintou o clima” entre os dois. Como ainda eram muito novos, eles não podiam nem pensar em namoro. Afinal de contas, a época também era outra e não permitia certas liberdades.
A paquera seguiu assim, meio camuflada, até a 8ª série. Quando chegaram na idade em que o namoro poderia ser encarado pela sociedade como algo normal, eles se separaram. Não havia mais como continuar na mesma escola porque não ia além da 8ª série.
Eles seguiram cada um para um lado, passaram a conviver com outros grupos sociais e “se esqueceram”. Cinco anos depois, voltaram a se encontrar numa reunião da comunidade da capela Nossa Senhora de Lourdes.
Embora mais crescidinhos e apesar da separação no tempo e no espaço, voltaram a se olhar de forma diferente como acontecia na época da escola. Depois de várias brincadeiras dançantes na casa de amigos, Manduca pediu Sueli em namoro. Como relatado no início do texto, ela ficou desconfiada das intenções dele, mas aceitou.
As conseqüências do “sim” foram três anos de namoro, quatro anos de noivado e quase 19 anos de casamento. No meio do caminho, surgiu Heloísa, que hoje está com 12 anos e, por enquanto, é a única filha do casal.
Ao contrário do que ocorre com muitos casais, o tempo não conseguiu esfriar o sentimento deles. “Hoje, eu não gosto dele como no começo, gosto muito mais. O tempo serviu apenas para fortalecer o que eu já sentia por ele”, declara Sueli.