• Parkinson
Em ocasião do Dia Internacional da Doença de Parkinson, 11 de abril, a Associação Brasil Parkinson (ABP) e a Academia Brasileira de Neurologia (ABN), com apoio da Boehringer Ingelheim, estão lançando a campanha “Juntos, vencendo o Parkinson”. De acordo com a neurologista Vanderci Borges, estudos estão sendo realizados em todo o mundo no sentido de encontrar marcadores biológicos para o parkinsonismo primário, já que, atualmente, apenas exames clínicos diagnosticam a doença, o que impossibilita a prevenção a partir da neuroproteção, pois os mecanismos patológicos da doença ainda são desconhecidos.
• Parkinson 2
Segundo a médica, o pramipexol, uma das drogas utilizadas atualmente no tratamento dos sintomas de Parkinson (fabricada pela Boehringer Ingelheim), deve ser lançado sob a versão de ação prolongada. “Estudos estão sendo realizados e esta versão poderia diminuir a ocorrência de discinesias (movimentos aleatórios), que se mantêm em razão da curta duração que se tem até agora do efeito do medicamento no organismo dos parkinsonianos”, disse.
• Parkinson 3
O ator e diretor de dramaturgias Paulo José, portador da doença e padrinho da campanha, reclamou das reações adversas dos medicamentos, mas lembrou que eles são importantes para manter a qualidade de vida da pessoa com Parkinson. De acordo com a presidente da ABN, Elza Dias Tosta, todos os medicamentos utilizados hoje no Brasil para o controle da doença estão disponíveis na rede pública de saúde.
• Parkinson 4
Entre os medicamentos mais receitados estão a levodopa, precursora da dopamina, e os agonistas dopaminérgicos, como o pramipexol. “A rasagilina, que inibe a enzima MAO-B (beta monoamino-oxidase), está para ser aprovada pelo Ministério da Saúde”, afirmou. Uma evidência do Parkinson é a redução dos níveis do neurotransmissor dopamina, produzido no mesencéfalo. A rasagilina ajuda a evitar essa redução, tendo em vista que a MAO-B age no organismo metabolizando naturalmente a dopamina.
• Parkinson 5
Uma das principais dificuldades ao diagnóstico precoce do Parkinson é o fato de a doença não poder ser identificada por quaisquer exames senão o clínico, a partir dos sintomas que o paciente desenvolve. “Temos tido pesquisas satisfatórias em cobaias na visualização do clareamento da substância negra a partir do dopler transcraniano. Precisamos saber se serão bem-sucedidas em humanos. Se forem, será uma ótima notícia, porque não precisaremos de nenhuma tecnologia de última geração para identificar a doença”, explicou Elza.
• Parkinson 6
A substância negra é o local do mesencéfalo onde ocorre a produção de dopamina. Quando o neurotransmissor tem uma queda brusca em seus níveis de produção (e aí temos um indício de Parkinson), essa região, escura pela presença do pigmento melanina na composição da dopamina, vai clareando, o que tornaria possível identificar a doença antes mesmo da manifestação dos sintomas.
• Parkinson 7
Além disso, em março deste ano foi publicado na revista Science estudo do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis de técnica que visa à diminuição dos riscos da cirurgia de Parkinson, indicada para alguns pacientes em que os medicamentos não são suficientes para controlar os sintomas. Em vez de introduzir eletrodos no núcleo cerebral - um procedimento bastante invasivo -, a medula óssea seria estimulada, por meio de uma microcirurgia de baixo risco. O tratamento ainda não foi testado em humanos.
• Anabolizantes
Estudo feito no Estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos. O trabalho analisou 111 produtos comercializados na Capital e no Interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais.
• Anabolizantes 2
As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por screening por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas.
• Anabolizantes 3
“A identificação dos sais indica que esses produtos contêm esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente”, disse Maria Regina Walter Koschtschak, pesquisadora da Seção de Antibióticos do IAL que participou das análises. “Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras.”