O vereador Roque Ferreira (PT) foi citado entre os pais dos alunos da Escola Estadual Professora Marta Aparecida Hjertquist Barbosa como autor de um projeto de lei, que tramitaria na Câmara Municipal, e que pediria a municipalização da instituição de ensino. Roque informou ao JC que não existe projeto de lei na Câmara com este teor. Há 30 dias, ele fez um requerimento ao prefeito Rodrigo Agostinho para que o município assuma as responsabilidades da área física da escola.
“O prédio do Caic pertence à União. Foi construído em um espaço municipal e emprestado ao Estado. A proposta do Caic era ser uma escola em tempo integral, das 8h às 17h, e além de desenvolver atividades educacionais, deveria integrar atividades culturais, esportivas e educação profissional”, explica. “Essa proposta nunca foi cumprida. Por isso, fizemos um requerimento ao prefeito para que o município assuma a responsabilidade do espaço físico do prédio, já que tem tantos donos e ao mesmo tempo nenhum, pois está abandonado”, complementa o vereador.
Roque assegura que o requerimento não tem nenhuma relação com as atividades educacionais. “Temos um posicionamento contrário ao que está sendo dito. Vamos fazer todos os esforços para que a escola continue aberta”, finaliza.
A diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Susi da Silva, afirma que não há motivos para preocupação. Nesta semana, professores e representantes da Apeoesp se reuniram com o vereador. Por cerca de quatro horas, ele explicou o seu requerimento e abriu espaço para que eles fizessem um outro documento com as solicitações da categoria. “Quando soubemos do projeto de municipalizar o ensino, entramos em contato com o vereador. Ele nos atendeu e explicou sobre o projeto de cuidar do espaço físico e ocupar os locais que não são usados pela escola para criar outros projetos em período integral”, conta.
“Hoje, entregamos um requerimento ao vereador e solicitamos que seja implantado o ensino em tempo integral aos alunos, desde que haja o investimento necessário para isso. Também pedimos que continue funcionando a escola estadual e que a quadra seja usada para atividades esportivas e culturais implantadas pela prefeitura”, acrescenta Susi.
Para a próxima semana, a Apeoesp aguarda uma reunião com o prefeito. “Não entendi o porque do ato. Não há nada que deva preocupar pais, estudantes e professores por enquanto”, revela.